Fernando Frazão/Agência Brasil
Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por
complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das
Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal
entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem
aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em
andamento ou pode não estar atualizada.
Das 163 mortes causadas por Síndromes Respiratórias Agudas
Graves (SRAG) nas primeiras quatro semanas deste ano, 117 não tiveram o
principal vírus causador identificado.
A mais letal, com 29 casos, foi a Covid-19, seguida pela
Influenza A H3N2, com sete casos, pelo Rinovírus, com sete casos, e pela
Influenza A não subtipada, com seis casos.
Vírus
Os demais vírus - H1N1, Influenza B e VSR - somaram cinco
mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos os não letais, foram registrados no
período, dos quais 3.373 não tiveram os vírus causadores identificados. O
estado com mais mortes confirmadas foi São Paulo: 15 óbitos em 140 casos
registrados.
As mortes atingiram principalmente os idosos com mais de 65
anos: 108 no total. Entre os casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham
mais de 65 anos. Dados de vacinação indicam que a cobertura está abaixo do
considerado ideal.
Desde 2024, a vacina contra a Covid-19 foi incluída no
calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e
gestantes.
Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais
devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário
tem sido um desafio no Brasil.
Vacinas
A cobertura, no entanto, está longe do ideal. Em 2025, de
cada dez doses distribuídas pelo Ministério da Saúde a estados e municípios,
menos de quatro foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e
apenas oito milhões aplicadas.
Dados da plataforma Infogripe - da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz) - que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda
grave (SRAG), mostram que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram
com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.
Agência Brasil

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