O MPM entrou com ações de
perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os
generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o
almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
na ação penal do núcleo crucial da trama golpista.
A medida do MPM foi tomada
após o Supremo declarar, no ano passado, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o
fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos
demais condenados.
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De acordo com a
Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de
condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso do processo da
trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão.
Se a perda das patentes for
decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será
repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido
como "morte ficta" e está previsto na legislação das Forças Armadas
desde 1960.
O tribunal militar é composto
por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão
distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à
Aeronáutica.
Relatores
Após o MPM protocolar as
ações, o tribunal definiu eletronicamente os relatores dos processos. A ação
contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. O
processo contra o general Braga será relatado por um ministro da cadeira do Exército.
Bolsonaro: ministro Carlos
Vyuk Aquino (Aeronáutica);
Almirante Garnier: ministra
Veronica Sterman (Civil);
General Paulo Sergio Nogueira:
ministro Barroso Filho (Civil);
General Heleno: ministro Celso
Luiz Nazareth (Marinha);
General Braga Netto: ministro
Flavio Marcus Lancia (Exército).
Julgamento
Em coletiva de imprensa, a
presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, explicou que o tribunal
não tem prazo legal para julgar as ações.
A presidente disse que vai
pautar os processos para julgamento imediatamente após os relatores liberarem
os casos para julgamento. De acordo com as regras internas do STM, a presidente
só vota em caso de empate e sempre a favor do réu nas ações de perda do
oficialato.
"Não pretendo
procrastinar o julgamento de questões tão relevantes que são submetidas à
apreciação dessa Corte", afirmou.
Matéria ampliada às 16h41
Agência Brasil

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