sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Varejo do RN recua 0,3%, porém sustenta alta no ano

Na prática, os números da Fecomércio indicam que as famílias mantiveram o mesmo nível de consumo mensal em itens básicos | Foto: Adriano Abreu

As vendas do comércio varejista ampliado do Rio Grande do Norte registraram, em setembro deste ano, desempenho superior à média nacional, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. Na comparação com setembro de 2024, as vendas no estado cresceram 5,5%, enquanto o Brasil apresentou alta de 1,1%. Esse foi o quinto mês consecutivo de crescimento do comércio potiguar nessa base de comparação.

Apesar dessa alta, houve uma leve queda de 0,3% em setembro em relação a agosto, segundo a PMC. A variação interrompe uma sequência de alta, já que no mês anterior o crescimento havia sido de 2,2%. Mesmo assim, na comparação com setembro do ano passado, o volume de vendas cresceu 5,5%, mantendo o quinto resultado positivo consecutivo.

Segundo análise do Instituto Fecomércio RN, esse resultado positivo vem na esteira do crescimento econômico que o estado vivencia em 2025, com alta projetada de 1,4% e taxa de desemprego em queda, apesar do ambiente desafiador para o comércio de juros e inflação elevados. “Os números apontam a resiliência do comércio potiguar e o esforço dos empresários e trabalhadores para sustentar a retomada. Seguem em destaque setores que atendem às necessidades básicas da população e que têm gerado empregos”, analisa o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz.

O chamado comércio varejista ampliado considera não apenas lojas e supermercados, mas também a venda de veículos, motos, materiais de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo. É o que reflete, por exemplo, o movimento de concessionárias, lojas de materiais de reforma e distribuidores que abastecem supermercados e bares.

Apesar do recuo no volume de vendas, a receita nominal, ou seja, o valor em reais das vendas, teve alta de 0,2% em setembro frente a agosto e cresceu 11% em relação ao mesmo mês de 2024. Isso significa que, mesmo vendendo um pouco menos, os estabelecimentos conseguiram faturar mais, seja por causa de preços mais altos ou do aumento da venda de produtos de maior valor agregado.

Entre os setores, o comércio de bens não duráveis e semiduráveis, que inclui supermercados, lojas de bebidas, padarias e mercearias, manteve estabilidade no volume de vendas (0,0%) em relação a agosto. Na prática, isso indica que as famílias mantiveram o mesmo nível de consumo mensal em itens básicos, como alimentação e produtos de limpeza.

Ainda assim, houve crescimento de 0,2% na receita, e, em comparação com setembro de 2024, o aumento foi expressivo: 7,9% em volume de vendas e 12,7% em faturamento nominal, o melhor resultado do ano para o setor no Rio Grande do Norte. Esse avanço reflete, por exemplo, o aquecimento das compras em supermercados e atacarejos, impulsionadas pelo pagamento de benefícios e pelo aumento do crédito às famílias.

Acumulado do ano

De janeiro a setembro deste ano, o volume de vendas do comércio varejista potiguar cresceu 3,6% até setembro, enquanto a receita nominal aumentou 9,1%. Em 12 meses, os avanços são de 3,9% e 9,4%, respectivamente.

Já no comércio varejista ampliado, que inclui também veículos e material de construção, os resultados seguem positivos: alta de 2,3% no volume de vendas e de 8,3% na receita nominal no acumulado do ano. Quando se considera o período de 12 meses, os crescimentos chegam a 3,4% e 9,2%, respectivamente.

Esses números mostram que, embora setembro tenha sido um mês de leve desaceleração, o setor comercial do RN segue em trajetória de crescimento moderado, sustentado pelo consumo de bens essenciais e pelas vendas de produtos de maior valor, como automóveis e materiais de construção.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) é realizada pelo IBGE para acompanhar o comportamento das vendas e da receita do varejo brasileiro. Os dados servem de base para análises de órgãos públicos, empresas e instituições financeiras sobre o ritmo da economia.

Tribuna do Norte

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