Servidor de carreira do
instituto, Oliveira presidiu o INSS de novembro de 2021 a março de 2022, quando
assumiu o comando do Ministério da Previdência Social, onde permaneceu até o
fim do governo Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022. Na época, ele atendia
pelo nome de José Carlos Oliveira, o qual alterou recentemente, por
motivos religiosos, para Ahmed Mohamad Oliveira.
Em setembro, Oliveira depôs à Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito (CPMI) do INSS e assegurou só ter tomado ciência da fraude
relacionada às mensalidades associativas em abril deste ano, após a deflagração
da primeira etapa da Operação Sem Desconto.
Autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça,
a operação desta manhã também atingiu o deputado federal Euclydes Pettersen
Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo
(PSB-MA), alvos de mandados judiciais de busca e apreensão.
Pettersen é citado nas
investigações da PF e da CGU por supostamente ter vendido um avião a uma das
entidades associativas investigadas. Já Araújo é vice-presidente de outra das
associações, a Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura
(CBPA).
A Agência Brasil tenta
contato com a defesa do ex-ministro e dos deputados Euclydes Pettersen
Neto e Edson Cunha de Araújo e atualizará esta reportagem tão logo consiga suas
manifestações.
Operação
Policiais federais e auditores
da CGU estão cumprindo 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de
prisão preventiva e outras medidas cautelares diversas da prisão em 15 unidades
da federação.
Os cumprimentos atingem os
estados do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná,
Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São
Paulo, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.
“Estão sendo investigados os
crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de
organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva,
além de atos de ocultação e dilapidação patrimonial”, divulgou a Polícia Federal.
Mais cedo, a PF informou
que prendeu o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) Alessandro Stefanutto.
A defesa de Stefanutto
informou que, até o momento, não teve acesso ao teor da decisão que resultou na
prisão de seu cliente.
“Trata-se de uma prisão
completamente ilegal, uma vez que Stefanutto não tem causado nenhum tipo de
embaraço à apuração, colaborando desde o início com o trabalho de
investigação”, diz a nota ao manifestar confiança de que comprovará a inocência
do ex-presidente do instituto.
Agência Brasil

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