Segundo a PF, ele é apontado
como envolvido em suspeita de pagamento de propina a servidores para obter
dados pessoais de pensionistas. Em seguida, vendia essas informações para
associações. Essas associações cadastravam os servidores em serviços não solicitados
e realizavam desvios de dinheiro.
A PF também identificou o
lobista como facilitador do esquema. Outro suspeito, o empresário Maurício
Camisotti, também foi preso. Na operação desta sexta-feira, foram apreendidas
obras de arte de valor significativo, carros de alto valor e esportivos, armas
de grosso calibre e quadros.
Segundo a Polícia Federal,
entre 2019, quando o esquema começou, até 2024, mais de R$ 6,3 bilhões foram
movimentados. Quando o caso veio à tona, o presidente do instituto na época,
Alessandro Stefanutto, foi demitido do cargo.
Stefanutto foi levado à
Superintendência do Distrito Federal. As investigações indicaram que ele foi
responsável por movimentar R$ 9,3 milhões para pessoas relacionadas a
servidores do INSS entre 2023 e 2024.
Maurício Camisotti é apontado
como integrante do mesmo esquema. A defesa do empresário afirmou que não há
“qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação relacionada à
investigação de fraudes no INSS”.
Os agentes também foram à casa
e ao escritório do advogado Nelson Wilians, em São Paulo, onde encontraram
diversas obras de arte.
Em nota, a defesa de Wilians
esclareceu que ele “tem colaborado integralmente com as autoridades e confia
que a apuração demonstrará sua total inocência”.
Estadão Conteúdo

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