Também consta na lista o
potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, , 64 anos, que é presidente da
Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA) e
vice-presidente nacional da Força Sindical, tendo histórico de envolvimento em
escândalos nacionais.
Em 2015, Abraão chegou a ser
preso em investigação da Polícia Federal sobre “vendas ilegais de permissões
para a pesca industrial”.
Abraão Lincoln chegou a
disputar cadeira de deputado federal nas eleções de 2018, tendo obtido 42.431
voros, a 14ª votação pelo PRB.
O autor do requerimento,
senador Izalci Lucas (PL-DF), justificou que “o alvo não é um ator periférico,
mas o dirigente máximo de uma entidade responsável por um impacto financeiro
devastador de R$ 221.884.427,63, drenados de benefícios previdenciários em um
curto espaço de tempo”.
Ilzaci Luas disse que “sua
condição de réu em processos por corrupção e lavagem de dinheiro, aliada à sua
posição de comando na estrutura investigada, torna o acesso às suas informações
financeiras não apenas relevante, mas a pedra angular para compreender a
dimensão da fraude e identificar seus beneficiários ocultos”.
Segundo Lucas, o relatório da
Controladoria Gral da Uniçao (CGU) é taxativo ao descrever a sede da CMPA como
uma “pequena sala comercial” com “uma secretária para atendimento”, uma
estrutura física e de pessoal grotescamente incompatível com a gestão de 360.632
associados residentes em 3.677 municípios.
“Esta discrepância abissal é
um forte indício de que a CBPA opera como uma “entidade de fachada”, cuja
finalidade precípua não é a defesa de interesses legítimos, mas a criação de
uma fachada operacional para a captação e o desvio de recursos em massa. É
inconcebível que o líder de uma estrutura tão suspeita, que movimenta centenas
de milhões de reais, possa manter suas finanças pessoais sob o véu do sigilo,
ao passo que a organização que comanda está no epicentro de um escândalo
nacional”, relatou o senador Izalci Lucas.
Uma das pessoas que teve os
sigilos bancário e fiscal quebrados também foi Antônio Carlos Camilo Antunes,
que ficou conhecido como o “Careca do INSS”.
O colegiado também aprovou as
quebras de sigilo da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura
(Contag), também ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), e outros nomes como
o de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, e Antônio Carlos Camilo
Antunes, o “careca do INSS”, junto do empresário Maurício Camisotti.
A Confederação Nacional de
Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais do Brasil (Conafer), ligada à
frente parlamentar em Defesa do Empreendedorismo Rural, está presente na lista,
por suspeita de receber mais de R$ 100 milhões do INSS.
O presidente do colegiado
destacou que foram retirados da pauta quebras de sigilo de suspeitos que estão
fora dos relatórios da Polícia Federal (PF).
O ex-ministro da Previdência,
Carlos Lupi (PDT), foi convocado a prestar depoimento na última segunda-feira
(8). O ex-ministro de Lula (PT) também tinha um pedido de quebra de sigilo
bancário e fiscal referente a 2023 a 2025, no entanto, não foi votado.
A comissão definiu que terá
acesso às informações bancárias das associações que tiveram o sigilo quebrado
desde o momento em que foi firmado o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) até a
presente data.
A CPMI do INSS aprovou 399
requerimentos depois de acordo entre governistas e oposicionistas, que
priorizou a quebra de sigilo de pessoas e empresas vinculadas a associações de
aposentados, e também de sindicatos e entidades supostamente envolvidos em fraudes
contra beneficiários da Previdência.
Além disso, há entre os
requerimentos aprovados solicitações de relatórios de inteligência financeira
(RIFs) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Também há
pedidos de documentos e relatórios sobre visitas a instituições como Câmara dos
Deputados, Palácio do Planalto, Receita Federal, Tribunal de Contas da União
(TCU) e Controladoria-Geral da União (CGU), entre outras.
Os parlamentares da CPMI
aprovaram ainda requerimentos de informações sobre inquéritos policiais e
processos judiciais relacionados a fraudes.
Tribuna do Norte

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