O esquema se caracteriza por
contatos feitos por telefone, e-mail ou aplicativos de mensagens, nos quais os
golpistas simulam situações urgentes e usam discursos alarmistas para
pressionar a vítima. Normalmente, exigem depósitos em contas de terceiros e se
aproveitam de informações processuais obtidas de forma indevida. A prática vem
levantando preocupações sobre a confiança no exercício profissional e a
segurança dos sistemas de Justiça.
A ação realizada pela OAB/RN,
o Conselho e demais seccionais do país envolvem palestras, material informativo
e trabalho direto com as subseções, alertando profissionais e clientes sobre
sinais de fraude. De acordo com o presidente da OAB/RN, Carlos Kelsen, o golpe
não prejudica somente a advocacia, mas também os clientes. “Além de um trabalho
de orientação sobre como se proteger dos criminosos estamos em contato direto
com a Polícia Civil, que está responsável pelas investigações, e com os
tribunais, que buscam soluções para ampliar a segurança no acesso aos sistemas
judiciários”, relata.
As denúncias recebidas pela
Ouvidoria da Ordem são encaminhadas à Delegacia de Crimes Cibernéticos da
Polícia Civil do RN, responsável pela investigação dos casos. A OAB mantém
interlocução constante com a Polícia Civil, reforçando a necessidade de que vítimas
e advogados registrem boletins de ocorrência para fortalecer as investigações.
Além disso, a entidade busca articulação com o TJRN para adotar medidas que
aumentem a segurança no acesso ao sistema PJe e coíbam o uso indevido de dados
processuais.
A dimensão interestadual da
prática foi evidenciada em operação da Polícia Civil de Santa Catarina, que
cumpriu mandados no Rio Grande do Norte. A ofensiva revelou a atuação
organizada de grupos criminosos espalhados em diferentes estados.
Paralelamente às ações
institucionais, a OAB reforça recomendações práticas para evitar que mais
pessoas sejam vítimas. Entre os sinais de alerta estão pedidos de pagamento em
contas que não pertencem ao advogado responsável, contatos realizados fora dos
canais habituais e mensagens com linguagem incompatível com a prática
profissional. As denúncias desse crime podem ser formalizadas por meio da
Ouvidoria da OAB/RN, no site www.oabrn.org.br/pagina/ouvidoria.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário