O relatório apresentado pela
STN considera a receita total e a folha bruta liquidada, comparando
estruturalmente o gasto dos estados, sem aplicar deduções legais específicas.
Na prática, a edição do 3º bimestre revela que quase todo o orçamento do Rio Grande
do Norte é consumido pela manutenção da máquina pública, restando apenas 2%
para investimentos e outros 2% para o serviço da dívida. Outros 15% foram
direcionados a despesas de custeio, enquanto a previdência despontou como o
maior gasto funcional do Estado, somando R$ 4,03 bilhões até o 3º bimestre.
Esse valor supera áreas essenciais, como Saúde (10%) e Educação (16%).
O déficit do Regime Próprio de
Previdência Social (RPPS) atingiu R$ 1,104 bilhão em 2025, o equivalente a 12%
da Receita Corrente Líquida (RCL), índice superior ao registrado em 2024, de R$
873,4 milhões (10% da RCL). O crescimento do rombo previdenciário tem
pressionado ainda mais as contas públicas e exigido aportes constantes do
Tesouro estadual para garantir o pagamento de aposentadorias e pensões.
Mesmo com esse quadro, o RN
registrou aumento de 12% na arrecadação de receitas correntes no período,
passando de R$ 10,18 bilhões em 2024 para R$ 11,38 bilhões em 2025. No entanto,
as despesas correntes avançaram em ritmo mais acelerado, crescendo 14% e
alcançando R$ 10,18 bilhões. O resultado orçamentário ainda foi positivo, com
superávit de R$ 940 milhões (10% da RCL), mas inferior ao saldo de R$ 1,44
bilhão (17% da RCL) de 2024, sinalizando redução na margem de equilíbrio
fiscal.
No comparativo nacional, os
dados confirmam o peso da folha potiguar. Depois do RN (72%), os estados com
maior comprometimento da receita com pessoal foram Rio Grande do Sul (63%) e
Mato Grosso do Sul (59%). No outro extremo, os menores percentuais foram
registrados no Espírito Santo (41%) e nos estados do Amapá, Maranhão e Piauí
(42%).
Tribuna do Norte
0 comentários:
Postar um comentário