As vendas nas mesmas lojas da
companhia, as chamadas SSS (Same Store Sales) na categoria de vestuário
cresceram 15,8% – oitavo trimestre consecutivo de evolução, impulsionado pela
força das coleções de Mães, Namorados, São João, Polo Pool Legacy, além do
lançamento da linha D-ULTRAS. Já a margem EBITDA de mercadorias atingiu 15,2%,
o melhor desempenho dos últimos sete anos para o mesmo período.
O Grupo avalia que o resultado
foi alavancado pela combinação entre o crescimento das vendas, avanço de
rentabilidade e entrega operacional nos segmentos de mercadorias, serviços
financeiros e shopping center. Em destaque, a margem bruta de vestuário atingiu
57,3% – sétima expansão consecutiva na comparação anual, e a de mercadorias,
53,4%, o maior nível dos últimos sete anos para um segundo trimestre.
Miguel Cafruni, Chief
Financial Officer (CFO) da Riachuelo, avalia que os resultados têm a ver com os
pilares nos quais a atuação da Guararapes está ancorada. “O primeiro pilar é a
experiência. Estamos focados em entregar uma moda cada vez mais acessível e
democrática, com tecnologia, consistência e produtos inovadores; o segundo, é a
eficiência. Estamos com uma companhia moderna e automatizada, assim como nossos
processos, refinados com inteligência para a rapidez no abastecimento das lojas
e dinâmicas de precificação”, afirma.
“Ainda dentro desse pilar,
operamos de forma mais eficaz na parte financeira, não só na modelagem de
crédito, mas na classificação dele, ofertando novos produtos. Implementamos um
programa, no final do ano passado, de fidelização com os nossos clientes, os
quais hoje somam mais de 5 milhões na nossa base ativa em mais de 20 anos de
atuação. O último pilar é o da estrutura de capital, que foca no melhor retorno
para os stakeholders”, fala Cafruni.
Além disso, ele frisa que a
Riachuelo tem reduzido a alavancagem financeira nos últimos dois anos com
vistas a manter um crescimento saudável. “Hoje estamos em um patamar super
saudável. Seguimos gerando caixa de uma forma muito disciplinada e cada vez mais
sólida”, aponta o CFO.
A operação de serviços
financeiros também teve forte desempenho. Nesse segmento, o EBITDA cresceu
24,1%, atingindo R$ 111 milhões no segundo trimestre, com melhoria no índice de
inadimplência e aumento da margem da operação financeira. Para o semestre em
curso, a atuação segue no sentido de continuar capturando eficiência para
manter a verticalização de todo o grupo, com foco na regionalização. “Hoje
estamos com um olhar para as especificidades, ponto a ponto, loja a loja, para
abastecer e precificar melhor”, afirma Cafruni.
Pró-Sertão já gerou 3 mil
empregos no RN
A Riachuelo é hoje a maior
empregadora de moda sustentável e inovação no País, com aproximadamente 30 mil
empregos diretos, sendo 15 mil no Nordeste. Somente o programa Pró-Sertão, que
conecta produção local e desenvolvimento social, já gerou 3,1 mil empregos
diretos no interior do Rio Grande do Norte. Nos últimos 10 anos, a taxa de
empregabilidade nos municípios atendidos pelo programa cresceu cerca de 10%,
comparado a apenas 1% nos demais municípios nordestinos.
“São municípios que têm um
índice de empregabilidade superlativo em relação àqueles onde o Pró-Sertão não
chega, sem contar que os processos produtivos gerados pelo programa ajudam
muito a nossa dinâmica de jeans, malharia, bermuda e produtos de sarja, o que
nos enche de orgulho”, avalia Miguel Cafruni.
A transformação da Riachuelo
também passa por uma infraestrutura robusta, com a automação do Centro de
Distribuição (CD) de Guarulhos (SP), com capacidade para movimentar até 30 mil
peças por hora. Em paralelo, a companhia investiu cerca de R$ 600 milhões em
tecnologia no Brasil, no time de TI. “Esse momento reafirma nossa confiança no
modelo de longo prazo, sustentado pelos nossos diferenciais competitivos e por
nossa jornada de transformação”, destacou Miguel Cafruni.

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