Segundo o estudo da ANP, que
mede a competitividade entre os postos por meio do desvio-padrão dos preços,
Natal apresentou uma variação média de R$ 0,344 por litro, a maior do Nordeste
e a segunda maior do país, atrás apenas de São Paulo, onde a diferença chega a
R$ 0,714. A média nacional foi de R$ 0,141.
O levantamento aponta que,
quanto maior o desvio-padrão, maior a competição no mercado local, pois a
variação indica que os postos adotam estratégias diferenciadas para atrair
clientes. No bairro da Ribeira, por exemplo, o chefe de piso Jair Anderson afirma
que mantém o litro a R$ 5,99 oferecendo descontos para pagamentos via PIX ou
dinheiro. “Isso gera uma economia de até 5% para o cliente. Além disso, a gente
monitora a concorrência. Quando os outros reduzem, a gente também reduz para
ficar mais competitivo”, explicou.
O presidente do Sindicato do
Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos RN), Maxsuel
Flor, diz que o cenário encontrado em Natal confirma que o consumidor pode
pagar menos se pesquisar. “É natural que postos localizados numa mesma região
pratiquem preços semelhantes ou iguais, uma vez que todos eles exibem nas
placas as condições comerciais, e isso faz com que a concorrência se torne mais
acirrada”, afirma. “Porém, esses preços podem variar de acordo com a
localização, e cabe ao consumidor pesquisar”, complementa.
No Nordeste, João Pessoa (R$
0,053), Recife (R$ 0,035) e Fortaleza (R$ 0,074) estão muito abaixo dos índices
da capital potiguar. No ranking geral, apenas São Paulo e Natal estão muito
acima da média nacional. Já capitais como Manaus (R$ 0,003), Boa Vista (R$
0,008) e Aracaju (R$ 0,031) figuram entre as menos competitivas, com
praticamente nenhuma variação entre postos.
Maxsuel lembra ainda que o
aumento no teor de etanol na gasolina, de 27% para 30%, também pode influenciar
no consumo e na escolha dos motoristas. “Com esse aumento no teor de etanol na
gasolina, a queima será maior, e o etanol se tornará cada vez mais atrativo,
inclusive por seu apelo ecológico”.
O motorista de aplicativo
Jailson Nascimento diz que encontra valores diferentes, mas a maioria ainda
está no patamar mais alto. “Realmente não são os mesmos preços, mas a maioria
está em R$ 6,50. Tem uns mais baratos, uns de R$ 6. Aí a gente tem que se desdobrar,
procurar descontos em aplicativos, principalmente a gente que trabalha
dirigindo”, afirma.
Já o motorista João Paulo
avalia que, dependendo da região da cidade, a economia pode ser significativa.
“Tem uns postos que o litro está a R$ 5,65, outros mais de R$ 6. Mas varia
muito e muda de um dia para o outro, tanto a gasolina quanto o álcool. Isso
ajuda a gente a economizar, mas é preciso ficar de olho”, analisa.
Tribuna do Norte

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