Na conversa à qual o
Metrópoles teve acesso, Vieira disse que teve a família “extremamente
prejudicada” e que havia chegado ao limite físico, psicológico e emocional. O
desabafo foi endereçado em 14 de janeiro de 2023 a Eduardo Tagliaferro, que
chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Trbunal
Superior Eleitoral (TSE), à época presidido por Moraes.
“Olha, realmente a coisa está
feia, viu? Eu não estou aguentando mais em termos físicos, psicológicos,
emocionais. Eu não consigo dormir sossegado, eu não tenho tranquilidade, eu
estou perdendo completamente a higidez mental, o pouco que eu ainda tinha, viu?
Realmente a coisa está feia”, diz Vieira a Tagliaferro.
“Até depois, em questões de
audiência de custódia, sabe, ele vem dando palpite. Espera um pouco, né? Olha,
eu não sei como vai evoluir isso, honestamente falando, mas eu sei que eu já
cheguei ao meu limite, aliás, já ultrapassei o meu limite faz tempo. É que
agora eu estou numa situação, né, eu havia pensado já. Já tinha decidido
antecipar a minha passagem”, afirma o juiz, referindo-se a antecipar seu
retorno ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
O magistrado relatou ainda
estar passando por problemas familiares devido à pressão sofrida no gabinete de
Moraes, no STF, mas que havia decidido permanecer na função para não deixar o
ministro “na mão”.
Tribuna do Norte

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