Os perfis em primeira pessoa
narram acontecimentos da prática jornalística das últimas cinco décadas. Foram
ouvidos Ana Cadengue, Célia Freire, Cézar Alves, Cid Augusto, Ciro Pedroza,
Conceição Almeida, Diógenes Dantas, Edilson Braga, Francisco Duarte, Itamar
Ciríaco, Jomar Morais, Juliano Freire, Maralice Freitas, Marcos Aurélio de Sá,
Osni Damásio, Ricado Rosado, Simone Silva, Vicente Neto e Virgínia Coelli. As
entrevistas foram realizadas no primeiro semestre de 2024, durante as aulas de
Jornalismo Literário.
Diversos nomes perfilados no livro já passaram pela redação da TRIBUNA DO
NORTE. Nomes como Conceição Almeida, Célia Freire (in memoriam), Diógenes
Dantas, Edilson Braga e Francisco Duarte. E um que atua na redação da TN de
1998 até hoje, Itamar Ciríaco, editor das páginas de esporte e cultura. Sua
trajetória é similar a de outros colegas, que começaram ainda adolescentes nas
redações, os “focas”, aprendendo o ofício na correria do dia a dia.
Editor de esportes e cultura da TN,
Itamar Ciríaco está no e-book | Foto: ADRIANO ABREU
Itamar passou por jornais históricos da capital potiguar, como Dois Pontos e
Jornal de Natal, até chegar à TN. No livro, ele relata as mudanças que
acompanhou de perto nas redações, do telefone ao celular, a internet, as redes
sociais, e a revolução digital. “Hoje, o cenário é bem diferente. As fotos e
informações chegam em tempo real, com imagens em alta definição das notícias
mais recentes. Com um clique, você tem acesso a uma vasta gama de conteúdo,
algo impensável na época em que eu cobria eventos apenas com a ajuda da
televisão e da reportagem de rua”, disse.
O livro também é dedicado à memória de Célia Freire, falecida em outubro de
2024. o livro, em sua seção final, apresenta depoimentos de amigos que
conviveram com a jornalista, compartilhando, especialmente, os momentos, as
histórias e lembranças do cotidiano profissional. Celinha, como era chamada
pelos colegas e amigos, trabalhou na TN de 1981 a 2001, e também na comunicação
do Sebrae-RN. Ela também se destacou nas lutas sindicais.
O jornalista Tácito Costa, que assina o prefácio do livro, escreveu que tem
histórias para compartilhar com quase todos os perfilados, do tempo em que as
redações eram embaladas pelo som das máquinas de escrever e das câmeras
analógicas. “Esta ‘velha guarda’, da qual faço parte com orgulho, sobreviveu ao
furacão das mudanças tecnológicas e tem muito a contar, pois viveu os dois
mundos da comunicação – o antes e o depois da internet”, disse.
Socorro Veloso ressaltou que “Depoimentos” assinala um esforço de
sistematização da história do jornalismo no RN: “Com este, são cinco livros já
concluídos, que contemplam distintos períodos e vozes da imprensa do RN.
Estamos recuperando histórias de jornalistas escritores, de fotojornalistas,
dos profissionais que se dedicaram ao jornalismo cultural”.
A Coleção Jornalismo Potiguar já lançou os e-books “Jornalistas escritores do
RN: entrevistas” (2017), “Depoimentos para uma história da imprensa
potiguar”(2018), “Fotojornalismo potiguar” (2019) e “Vozes do jornalismo
cultural no RN” (2023). Todos estão disponíveis para download no repositório da
Biblioteca Zila Mamede, da UFRN.
Tribuna do Norte

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