O dólar comercial encerrou o
dia vendido a R$ 5,706, com queda de R$ 0,054 (-0,94%). A cotação chegou a
abrir em alta, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos.
Na mínima do dia, por volta das 15h30, aproximou-se de R$ 5,69.
A moeda norte-americana está
no valor mais baixo desde o último dia 20, quando tinha fechado em R$ 5,67. A
divisa caiu 3,57% em março e acumula baixa de 7,67% em 2025.
Diferentemente do câmbio, o
mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou
aos 130.259 pontos, com queda de 1,25%. A queda desta segunda foi parcialmente
motivada pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para
embolsarem ganhos recentes. O indicador subiu 6,08% em março e acumula alta de
8,29% em 2025.
Fatores internos e externos
influenciaram o mercado financeiro nesta segunda-feira. No Brasil, a formação
da taxa Ptax, câmbio médio no último dia útil do mês que corrige a parcela da
dívida do governo em dólar, reforçou a queda do dólar, à medida que muitos
estrangeiros reduziram as apostas contra o real nas últimas semanas. Isso fez o
real descolar-se de outras moedas emergentes, que se depreciaram hoje.
No cenário internacional,
investidores avaliam que o Brasil será menos afetado que outros países com a
imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. A partir de
quarta-feira (2), os Estados Unidos taxarão as importações com a mesma tarifa
que os países cobram sobre os produtos deles. No mesmo dia, entrará em vigor a
tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos.
*Com informações da Reuters
Agência Brasil

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