O título de “Venerável” é o
segundo da Igreja Católica, após “Servo de Deus”. Depois de obter o
reconhecimento, é preciso a confirmação de milagres para avançar ao posto de
“Beato” e, posteriormente, ser canonizado, ou seja, tornar-se “Santo” pela
Igreja.
O Venerável Brasileiro, viveu
no século XIX e destacou-se por sua intensa fé e dedicação à caridade. Fundou
várias casas de acolhimento e assistência à saúde, educação cultural e moral,
formação religiosa e profissionalizante nas regiões da Paraíba e do Rio Grande
do Norte. Ele também organizou missões populares e fez construir igrejas,
capelas, hospitais e orfanatos.
O mestre e doutor em Educação
na UFRN, Gilson Lopes da Silva, publicou trabalho sobre a vida do religioso.
Segundo a pesquisa, o Padre Ibiapina chegou no Rio Grande do Norte em 1860:
“Além da Casa de Caridade de Santa Luzia de Mossoró, construiu mais duas
instituições em Açu e Acari. A primeira visita do padre a cidade de Assú
ocorreu em 1862.Convicto de que o povo do município, temente a Deus,
necessitava de seus préstimos fundou a Casa das Irmãs da Caridade atendendo
crianças órfãs, orientadas pelas irmãs religiosas. A casa foi mantida
inicialmente pela confraria do glorioso São João Batista”.
Segundo o pesquisador, a
Congregação das Irmãs da Caridade dava instrução às moças pobres e tratava dos
doentes desvalidos. Quando as acolhidas atingiam a idade de casar, o Procurador
escolhia um rapaz honesto, bom, cristão e trabalhador. Feita a escolha, os
jovens eram conduzidos à sala na presença do Procurador e da Superiora da
instituição e se os dois se agradassem o casamento era realizado por conta da
casa. No período em que estavam na casa de caridade, as jovens recebiam
ensinamentos de flores, labirintos e bordados. Esse modelo de educação tinha a
preocupação de prepara-las para desempenhar funções próprias do lar, adquirindo
habilidades características ao modelo de mulher, esposa e mãe da época.
No final de 1875, o padre
Ibiapina foi acometido por uma paralisia progressiva dos membros inferiores,
sendo obrigado a se locomover numa cadeira de rodas. Tendo piorado
irreversivelmente, faleceu em 19 de fevereiro de 1883. “Foi reconhecido como
venerável por sua existência exemplar, por ter vivido uma fé intensa,
alimentada pela oração constante e pela Eucaristia e evidenciada por sua
constante confiança em Deus e em sua Providência em cada escolha de vida. A
fama de santidade que o acompanhou durante sua vida continuou após sua morte,
acompanhada de testemunhos de graças”, divulgou o Vaticano.
Tribuna do Norte

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