Rogério: “Governo foi
incompetente”
O senador Rogério Marinho (PL)
disse que o governo do Estado, responsável pela administração da obra, “não
teve a competência ou não teve a disposição de permitir que fizéssemos a
complementação da parede da barragem”.
Marinho disse que o governo Jair Bolsonaro (2019-2022) entregou 93% das obras
concluídas, “não apenas da barragem, mas as vilas rurais, obras de contenção,
de estradas que foram construídas, mas a governadora não teve a competência de
permitir que nós fizéssemos o fechamento do lago que aprovisionaria a água”.
“Estamos falando de um governo federal que está chegando aqui para falar sobre
7% dos recursos que foram investidos. Lula vai inaugurar uma obra em que apenas
7% foram investidos no seu governo”. Segundo Marinho afirmou que no período em
que esteve no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), aportou mais de R$
300 milhões na barragem Oiticica. “O importante é que a obra está lá e a
população vai ser beneficiada, que esse reservatório vai servir como um pulmão
para toda a região do Seridó”.
Aliás, expôs Marinho, “também foi uma ação nossa no MDR a adutora do Seridó,
que fiizemos o projeto, licitamos e iniciamos a obra, alocamos o recurso, já
está com a primeira fase”, disse.
Girão: “Presença de Lula é um
absurdo”
O deputado General Girão (PL) considera a presença de Lula no Rio Grande do
Norte para a entrega da Barragem de Oiticica “um absurdo, prova do quanto Lula
é cretino. Bolsonaro, junto ao à época Ministro Rogério Matinho, concluiu mais
de 90% da obra, só não concluiu por incompetência e ingerência da petista
Fátima Bezerra, mesmo com todos os recursos garantidos e liberados”.
Girão acha que “uma obra dessa não poderia passar de cincoanos, é algo
extremamente importante para a população. Os Rios Piranhas e Assú não estão
recebendo águas do Rio São Francisco porque, em janeiro de 2023, Lula mandou
cessar o bombeamento. Aí agora ele vem inaugurar e tomar louros por uma obra
feita pelo governo anterior, que serve principalmente para represar as águas do
Rio São Francisco, ou seja, uma incoerência sem tamanho. É mais uma mentira
desse cara que eu tenho a infeliz satisfação de chamar de Lulanóquio”.
Senador Styvenson Valentim espera
por algo benéfico e concreto. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Valentim: “um espetáculo eleitoreiro”
O senador Styvenson Valentim (PSDB) declarou que “Impaciência é a palavra que
define o sertanejo: a barragem, que deveria ter sido concluída em apenas dois
anos, levou décadas para chegar ao estágio em que nos encontramos hoje. A obra,
lenta e caríssima, permanece incompleta e tem servido de palco para presidentes
e governos se alternarem em um show de politicagem digno do Oscar da
Incompetência. Não importa se é o governo federal ou estadual, todos se
mostraram ineficientes e ilusionistas com o povo potiguar”.
Styvenson Valentim afirmou que “Bolsonaro foi a Oiticica inaugurar e: nada.
Lula volta, anos depois, para entregar a mesma coisa que seu antecessor: um
espetáculo eleitoreiro. E o fato é que essa obra, mesmo com 99% concluída,
ainda não pingou uma só gota de água nas torneiras de quem realmente precisa: o
povo sofrido potiguar”.
Na opinião de Valentim, “o governo brinca com a vida das pessoas e irrita o
cidadão sério, que vê os inflacionados aditivos financeiros, com um aumento
absurdo de até 200% do valor previsto para sua conclusão, adiada diversas
vezes”. Esse atraso não apenas drena a paciência da população, mas também mina
a credibilidade dos governos envolvidos, tornando-se um dos maiores ralos de
desperdício de dinheiro público”.
“ Após quatro gestões sucessivas tentando se promover com a entrega dessa obra,
ainda esperamos que, finalmente, algum sertanejo seja efetivamente beneficiado
pelas águas deste reservatório. Torço para que, enfim, a obra seja concluída de
forma real e que se fechem as torneiras dos gastos dos recursos públicos,
transformando essa promessa em algo concreto e benéfico para o povo potiguar,
que, embora veja a barragem a 99% de conclusão, segue desesperançoso”, disse.
Benes e Carla destacam
Bolsonaro
O deputado federal Benes Leocádio (União) disse que “todos sabemos das etapas e
dos problemas que foram enfrentados ao longo do anos para que a Barragem de
Oiticica pudesse ser um sonho concreto”, mas nesse caminho, prosseguiu,
“reconhecemos os grandes avanços dessas obras, no período que o nosso
conterrâneo, Rogério Marinho, esteve ministro do Desenvolvimento Regional e
concentrou esforços para garantir a celeridade necessária. Também, ressaltamos
a contribuição da Bancada Federal, destinando emendas e garantindo os
investimentos durante vários anos”.
Porém, disse Leocádio, “é É hora de comemorar e agradecer a todos que se
dedicaram na concretização da Barragem de Oiticica, que vai trazer segurança
hídrica para o Seridó, melhorando a economia e desenvolvimento do nosso
Estado”.
Para a deputada federal, Carla Dickson (União Brasil), essa problemática se
arrasta há 70 anos, passou pelos primeiros dois governos de Lula e nada. “No de
Dilma, o PT tomou vergonha e iniciou a obra, mas como praticamente tudo que
fazem, tiveram problemas e não concluíram. Até que chegou Bolsonaro e
finalmente concluiu o que cabia à gestão federal. Ele sim foi um presidente que
realmente se preocupou com o povo, em trazer água para o Rio Grande do Norte e
teve a coragem de usar recurso público do povo para o povo, ao invés de se
envolver em escândalos de corrupção”, disse
Carla Dickson disse que lembra que foi em Oiticica na época de Bolsonaro e
faltava apenas a parte do Governo do Estado para que a barragem estivesse apta
a ser entregue à população. “Mas aí, pra variar, o Governo Fátima seguiu o
modus operandi do partido e protelou ao máximo esses trabalhos pra chegar agora
nas vésperas de uma eleição e tentar obter os louros. Então pra mim, nitidamente
tudo isso agora não passa de puro oportunismo eleitoral.”, disse.
Recursos da Semarh
Em dois relatórios de
auditoria internos em 2022 e em 2023, a Semarh relata que investiu apenas 35%
dos recursos orçamentários na barragem de Oiticica, especificamente, de um
total R$ 90,64 milhões previstos para a construção, ampliação e recuperação de barragens
e açudes, usou R$ 31,664 milhões em 2022.
No ano seguinte (2023), segundo a Semarh, a despesa executada foi de apenas
24%. De um orçamento de R$ 120,42 milhões, aplicou R$ 17,2 milhões, motivada
pelos seguintes fatores: realização de empenho dos valores aprovados no plano
de trabalho e disponibilidade financeira a partir do governo federal através do
DNOCS, o avanço da obra de conclusão do barramento principal depende de
conclusão de obras e ações complementares (agrovilas, estradas vicinais de contorno,
implantação de rede de energia elétrica, supressão vegetal, estudos de sítios
arqueológicos, condicionantes ambientais), processos de pagamento de
desapropriações e atendimento de demandas do movimento local dos atingidos pela
construção da barragem.
Tribuna do Norte

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