Com a decisão desta quarta, o
Copom colocou os juros no mesmo patamar registrado na crise econômica
deflagrada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu
impeachment em agosto de 2016. Trata-se do maior nível nominal dos juros desde
outubro de 2016, já com Michel Temer na presidência.
Esta é a quinta alta seguida
da Selic, sendo a terceira de um ponto porcentual.
A alta de um ponto era
esperada por unanimidade tanto entre as 44 instituições ouvidas pelo Projeções
Broadcast, quanto entre os participantes do relatório Focus, do BC. A curva de
juros precificava uma elevação de um ponto porcentual na Selic no fim da tarde
desta quarta-feira.
Desde setembro, o BC já
aumentou a Selic em 3,75 pontos – o segundo maior ciclo de alta dos últimos 20
anos, empatado com os ciclos finalizados em março de 2005 e abril de 2014 e
perdendo apenas para a alta de 11,75 pontos entre março de 2021 e agosto de
2022, que ocorreu após o fim da pandemia.
Juros reais
Apesar da alta de um ponto na
Selic, o Brasil caiu da segunda para a quarta posição no ranking dos maiores
juros reais (descontada a inflação) elaborado pelo site MoneYou, com 8,79%. O
País fica atrás da Turquia (11,90%), Argentina (9,35%) e Rússia (8,91%), e à
frente de Indonésia (6,48%).
O BC calcula que a taxa real
neutra de juros do Brasil – que não estimula, nem deprime a economia – é de
5,0%.
Estadão Conteúdo

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