O empresário Joesley Batista –
um dos donos do grupo J&F – foi transferido na manhã desta sexta-feira (15)
de Brasília para São Paulo em um avião da Polícia Federal (PF). Ele vai
participar, na parte da tarde, de uma agência de custódia na capital paulista.
A audiência foi um pedido da
6ª vara da Justiça Federal de SP. Lá Joesley é investigado por suposto uso de
informações privilegiadas para lucrar indevidamente no mercado financeiro. Após
o depoimento, ele deve continuar detido em São Paulo.
A JBS, que pertence à J&F,
admitiu que comprou dólar antes da divulgação das notícias sobre a delação
premiada dos executivos do grupo, mas negou que visava o lucro. A empresa
alegou que buscava "proteção financeira" para seus negócios, que tem
dívida e receitas em dólar.
Nessa investigação, a 6ª vara
da Justiça Federal de SP mandou prender, além de Joesley, o irmão dele, Wesley
Batista. No entanto, Joesley já estava
preso, em decorrência de outra investigação, que apura se o empresário
omitiu do Ministério Público informações importantes em seus depoimentos.
Inicialmente, a ordem de
prisão contra Joesley era temporária (de cinco dias). Os empresários ficaram
detidos na Superintendência da PF em Brasília. Nesta quinta (14), Fachin converteu a
prisão temporária em preventiva (sem prazo determinado).
A aeronave da PF que conduzirá
Joesley para São Paulo decolou por volta das 9h do aeroporto de Brasília. A
previsão é de que o jato pouse na capital paulista em torno das 10h40.
Quando Joesley já estava
preso, na segunda-feira (11), a Justiça Federal de São Paulo expediu outro
mandado de prisão temporária contra ele. Desta vez, por suspeita de usar informações
privilegiadas para lucrar indevidamente no mercado financeiro.
G1.Com

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