Barrada no plenário da Câmara
a denúncia pelo crime de corrupção passiva contra o presidente
Michel Temer, o governo planeja retomar a agenda de reformas. A prioridade
permanece na reforma previdenciária, conforme afirmou o ministro Eliseu Padilha
(Casa Civil) ao G1.
A simplificação tributária e
alterações na legislação eleitoral também estão no radar do Palácio do
Planalto, mas o chefe da Casa Civil classifica a reforma da Previdência como
prioridade "A" do governo.
"As contas do Brasil não
podem cair no descontrole absoluto. Temos que retomar e concluir a reforma da
Previdência", afirmou.
Apesar do discurso
pró-reformas, a principal preocupação no governo, segundo apurou o G1, é
motivada pela possibilidade de a Procuradoria Geral da República apresentar
uma nova denúncia contra o presidente. A acusação, mais uma
vez, atrasaria o calendário de votações.
A segunda denúncia também se
basearia em fatos descritos na delação dos donos e executivos do grupo J&F,
que controla o frigorífico JBS. Em junho, Temer foi denunciado pelo crime de
corrupção passiva. Para que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisasse a
acusação, era preciso o aval da Câmara. Nesta quarta-feira (2), o plenário
decidiu barrar o encaminhado da denúncia à Corte, deixando o caso parado até o
final do mandato do peemedebista, em dezembro de 2018.
A possível segunda denúncia
pode reunir os crimes de obstrução da Justiça e organização criminosa. A
previsão é que seja finalizada e apresentada no STF até setembro, quando
termina o mandato do atual procurador-geral Rodrigo Janot.
Com informações do G1
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