No lugar do parecer de
Ferraço, a comissão aprovou um texto alternativo, do senador oposicionista
Paulo Paim (PT-RS). O relatório de Paim recomenda a rejeição integral da
reforma.
O resultado representa uma
derrota para o governo Michel Temer, que vê na reforma trabalhista uma das
principais medidas para a área econômica.
Apesar de o texto do governo
ter sido rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais, a reforma trabalhista ainda
vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, por fim, pelo plenário
do Senado.
Segundo a Mesa Diretora do
Senado, os relatórios da CAE, CAS e CCJ vão servir de orientação para a votação
em plenário. O texto que vai ser analisado em plenário é a matéria que veio da
Câmara.
Após o fim da sessão na CAS, o
líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o resultado “não
deixa de ser uma derrota” para o governo. Na avaliação dele, porém, “nada
muda”, porque os três relatórios – da CAE, da CAS e da CCJ – serão enviados a
plenário e analisados separadamente.
“Os três relatórios irão para
o plenário. Não muda nada, não muda a posição do governo, não muda o plano de
aprovar”, disse.
Para Jucá, o governo perdeu
votos na comissão com a ausência do senador Sérgio Petecão (PSD-AC) e os votos
contrários de Otto Alencar (PSD-BA), Hélio José (PMDB-DF) e Eduardo Amorim
(PSDB-SE), todos da base do governo.
A reforma foi enviada ao
Congresso pelo presidente Michel Temer no ano passado. Um dos principais
dispositivos do projeto é estabelecer pontos que poderão ser negociados entre
patrões e empregados. Em caso de acordo coletivo, esses pontos passam a ter
força de lei.
No Senado, o texto já havia
sido aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Na última terça-feira
(13), o relator Ricardo Ferraço leu parecer favorável à aprovação da reforma.
Ele rejeitou todas as emendas que haviam sido apresentadas ao texto e manteve
todo teor do projeto que foi aprovado pela Câmara.
Com Informações do G1.Com
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