Possuir animais de estimação, (cães, gatos, aves e outros animais silvestres) requer de seus donos cuidados especiais. Todos transmitem algum tipo de doença maléfica aos seres humanos, dentre outras a Toxoplasmose, Asma, Rinite, Raiva, Calazar ....
A toxoplasmose é uma
zoonose de distribuição mundial. Trata-se de uma doença infecciosa causada pelo protozoário
Toxoplasma gondii. Ocorre em animais de estimação e produção, incluindo
suínos,
caprinos,
aves, animais silvestres,
cães, gatos e a maioria dos vertebrados terrestres homeotérmicos (
bovinos,
suínos,
cabras, etc.).
Erroneamente, costuma se culpar os gatos pela transmissão da toxoplasmose aos humanos
[49]. No entanto, pesquisas atuais indicam que na maioria das vezes essa acusação é injusta, tendo em vista que o Toxoplasma gondii, que é o
protozoário causador da doença, necessita de um período de incubação após ser expelido pelo organismo do animal, por meio das fezes. Desse modo, para que haja contaminação, é necessário que haja contato com as fezes secas do animal. Portanto, mantendo-se o gato em um ambiente higienizado, com limpeza diária de sua
caixa de areia, não há motivos para preocupação em adquirir essa zoonose
[50].
A
toxoplasmose pode ser perigosa para a mulher
grávida sendo uma possível causadora de má-formações
fetais e surdez congênita. Os felinos desempenham um papel chave no ciclo desta enfermidade, sendo hospedeiro do parasita. O gato pode adquirir a doença ao se alimentar de algum
pássaro ou
rato infectado. Portanto, a primeira conclusão é que os gatos envolvidos na transmissão são somente aqueles que têm possibilidade de caçar ratos (gatos silvestres ou de fazendas)..
Quando contaminado, o felino excreta os oocistos ("ovos" do protozoário) nas suas
fezes, e o humano pode se infectar quando entra em contato oral com elas (por não lavar as mãos direito depois de limpar a caixa de areia do animal, ou não lavar legumes que foram plantados em locais que contêm fezes de gatos, por exemplo).
Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS) o principal causador da toxoplasmose em mulheres não é o contato com gatos domésticos. O principal perigo consiste na ingestão de protozoários presentes na carne vermelha crua ou mal cozida, bem como nas verduras mal lavadas e contaminadas com dejetos de animais
[52].
A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, esplenomegalia tropical e febre dundun, é uma doença causada pelo protozoário tripanossomatídeo Leishmania chagasi. É transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis e L. cruzi; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex: galinheiros). Suas fêmeas se alimentam de sangue, preferencialmente ao fim da tarde, para o desenvolvimento de seus ovos.
Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.
Indivíduos humanos apresentam febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez como sintomas. Fígado e baço podem ter seu tamanho aumentado, já que a doença acomete estes órgãos, podendo atingir também a medula óssea. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos. Doença endêmica em 62 países. No Brasil são registrados cerca de 3000 casos por ano, sendo que mais de 5% destes vão a óbito, cerca de um ou dois anos após o surgimento dos sintomas: grande parte em razão da falta de tratamento.
A Raiva é uma doença altamente contagiosa, incurável e, conseqüentemente, fatal.
Causada pelo vírus Rhabdoviridae, pode ser transmitida por vários animais como cavalos, morcegos, etc., mas as maiores fontes de transmissão da doença aos homens são os animais domésticos. A transmissão se dá pelo contato com a saliva (mordida ou lambedura) de animais que já estejam contaminados.
Os animais contaminados pela doença apresentam alguns sintomas característicos como salivação além do normal, alterações de comportamento, paralisia dos músculos faciais, aversão à claridade, etc.
O tratamento da doença deve ser realizado enquanto o doente (homem ou animal) ainda não apresentar os sintomas, pois assim que os sintomas se manifestam não existem mais chances de cura.
Assim, sempre que houver contato (tanto de humanos quanto de animais) com um animal sabidamente raivoso, desconhecido ou que não tenha sido devidamente vacinado contra a doença, é preciso que o animal ‘agressor’ permaneça em observação durante dez dias. Durante esse período, caso o animal não apresente nenhum dos sintomas da Raiva, a vítima (homem ou animal) não precisará recorrer a nenhum tipo de tratamento e o animal com a suspeita da doença (‘agressor’) poderá ser liberado.
Caso contrário, ou seja, caso o animal ‘agressor’ venha a morrer ou não tenha sido capturado e colocado em observação após o contato, é importante que a vítima procure atendimento o mais rapidamente possível para que a doença possa ser diagnosticada e, se confirmada, neutralizada, inclusive com o auxílio de vacinas específicas, sempre sob a orientação de um médico (para pacientes humanos) ou de um veterinário (caso a vítima seja outro animal).
Por trata-se de uma doença fatal onde o tratamento de cães raivosos é absolutamente ineficaz, a melhor maneira de evitar a doença é a vacinação dos animais, que deve ser feita a partir do 3º mês de vida com reforços anuais, tanto da vacina anti-rábica quanto da vacina múltipla, sempre sob a supervisão de um veterinário.
A vacinação é o único meio de prevenção da Raiva, pois, caso um animal sadio que não tenha sido vacinado entre em contato ou seja atacado por um animal doente, a doença progredirá rapidamente e poderá matar o animal em até dez dias.
Há poucos dias recebemos denúncia de casos de Calaza na comunidade de Pataxó, município de Ipanguaçú, portanto muito próximo de Assú.
Chamamos a atenção das secretarias municipal de Serviços Urbanos e de Saúde para a grande quantidade de cães espelhados pela cidade de Assú, sem que seus donos assumam a responsabilidade que lhes é imputada.
Algumas boatos dão conta que criadores da Zona Rural, quando insatisfeitos com seus animais especialmente cães e gatos, trazem para cidade e os soltam próximo ao matadouro, já que esses encontrariam naquele local farta alimentação.