A investigação do atentado
ocorrido em Mossoró, que resultou na morte do assessor parlamentar Alyson Dyego
de Oliveira Morais e deixou ferido o vereador Cabo Deyvison, aponta que o crime
teria sido uma retaliação de organização criminosa.
A informação foi confirmada pelo delegado Márcio Lemos, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), durante coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (19), na Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte (Sesed), em Natal.
Segundo o delegado, embora
todas as hipóteses sigam sendo analisadas, o conjunto de provas reunido até o
momento indica que a motivação estaria relacionada à atuação política do
vereador no enfrentamento a grupos criminosos.
"O conjunto probatório
que até então foi alicerçado para comprovar e decretar a prisão preventiva dos
membros, apontam que a motivação foi a retaliação da organização criminosa que
o vereador combate, então vem em função da atuação política dele de combater
essa organização criminosa", afirmou.
Foto: Divulgação/PMRN
Márcio Lemos acrescentou ainda
que os investigados já possuíam histórico de confronto com forças locais de
segurança e com grupos rivais, dentro de um contexto de disputa entre facções.
Segundo ele, esse cenário contribui para o aumento da criminalidade na região,
envolvendo a atuação de organizações como o Comando Vermelho.
“Nós temos o histórico desses
indivíduos, que já foram presos. Também agiram em confronto com a equipe local,
com a facção local. Esse é o viés que está demonstrando o aumento da
criminalidade em Mossoró”, disse o delegado.
Investigação avança com novas
provas
A investigação sobre o
atentado avançou com a identificação de novos elementos considerados relevantes
para o inquérito. Entre os desdobramentos mais recentes, a Polícia Civil
localizou um esconderijo utilizado pelos suspeitos no bairro Maísa, em Mossoró,
onde foram apreendidos um fuzil calibre 5.56, uma pistola calibre 40 e
munições. O material recolhido será submetido à perícia para confirmar se foi
utilizado na ação criminosa.
De acordo com os
investigadores, o planejamento do crime teria começado dias antes da execução.
O veículo usado pelos suspeitos teria chegado a Mossoró dois dias antes do
atentado, indicando preparação prévia da ação.
As apurações também apontam
que uma movimentação de R$ 10 mil identificada no celular de um dos
investigados seria destinada ao custeio das despesas do grupo durante a
permanência na cidade, até a realização do crime.
Outro avanço no caso veio a
partir de exames papiloscópicos realizados pelo Instituto Técnico-Científico de
Perícia (Itep), que identificaram impressões digitais dos dois suspeitos já
presos no interior do veículo utilizado no atentado.
Com as novas evidências, as
forças de segurança informaram que as diligências seguem em andamento para
esclarecer completamente a dinâmica do crime, identificar outros possíveis
envolvidos e responsabilizar todos os autores.
Tribuna do Norte

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