Produto desenvolvido pela Costa Branca Fish amplia o valor agregado do pescado e exemplifica como a inovação pode abrir novos mercados para os pequenos negócios potiguares
Em um segmento tradicional da
economia do Rio Grande do Norte, a inovação tem aberto novos caminhos para
ampliar mercados e agregar valor à produção local. Foi a partir dessa visão
que a Costa Branca Fish, empresa potiguar especializada em pescados,
desenvolveu um hambúrguer de atum – produto reconhecido com o selo Feito
Potiguar – que vem conquistando consumidores e fortalecendo a presença da
marca em diferentes regiões do país.
A empresa nasceu da tradição
pesqueira da família de seu fundador, Neto Cunha, cuja relação com a atividade
atravessa gerações. Foi há sete anos, porém, que ele fundou a Costa Branca
Fish, empresa voltada ao beneficiamento e à comercialização de pescados, com
foco principal no atum, atendendo distribuidores, restaurantes e consumidores
finais em diversos estados brasileiros.
“A pesca sempre fez parte da
nossa história. Meu avô vivia da pesca, meu pai, meus tios e eu também. A
empresa surgiu dessa tradição familiar, mas sempre buscando evoluir por meio de
investimentos em estrutura, qualidade, regularização sanitária e inovação”,
destaca Neto Cunha.
Foi justamente a busca por
inovação que levou a empresa a criar o hambúrguer de atum. A proposta surgiu da
percepção de uma demanda crescente por alimentos práticos, saudáveis e com alto
valor nutricional.
“O objetivo era oferecer uma
opção rica em proteínas e diferenciada no mercado. Identificamos uma
oportunidade de transformar o atum em um produto que atendesse novos hábitos de
consumo, sem abrir mão da qualidade”, explica o empresário.
Segundo ele, a receptividade
tem sido positiva desde o lançamento. O produto conquistou espaço junto a
consumidores, supermercados, nutricionistas e praticantes de atividades
físicas, ampliando o alcance da marca e demonstrando o potencial da inovação para
agregar valor à cadeia produtiva da pesca.
Para o empresário Neto Cunha, o
reconhecimento do selo Feito Potiguar contribui para maior visibilidade da
marca. Foto: Luana Tayze.
Para o gestor do Feito
Potiguar, Elton Alves, a inovação é um dos principais caminhos para ampliar a
competitividade das empresas e agregar valor à produção local.
“O caso da Costa Branca Fish
demonstra como é possível transformar um recurso já consolidado na economia
potiguar em um produto diferenciado, alinhado às novas demandas do mercado e
aos hábitos de consumo contemporâneos”, afirma Elton Alves.
Segundo Elton, o Feito
Potiguar tem o compromisso de reconhecer iniciativas como essa, que unem
identidade territorial, inovação e geração de oportunidades. “São empresas que
ajudam a fortalecer a imagem do Rio Grande do Norte como um estado capaz de transformar
conhecimento, criatividade e vocação produtiva em negócios competitivos”,
pontua.
Apoio do Sebrae-RN
Ao longo de sua trajetória, a
Costa Branca Fish contou com o apoio do Sebrae-RN para aprimorar processos de
gestão e identificar novas oportunidades de crescimento. Capacitações,
consultorias e orientações especializadas contribuíram para que a empresa estruturasse
sua expansão de forma mais competitiva.
“O Sebrae teve uma
participação muito importante no nosso desenvolvimento. Tivemos acesso a
ferramentas e conhecimentos que ajudaram a fortalecer a gestão e a enxergar
novos caminhos para o crescimento da empresa”, afirma Neto.
Outro reconhecimento
importante veio por meio do selo Feito Potiguar, iniciativa do Sebrae-RN que
valoriza produtos e serviços genuinamente potiguares. Para a empresa, a
certificação contribuiu para ampliar a visibilidade da marca e reforçar sua
credibilidade junto ao mercado.
“Ter um produto reconhecido
com o selo Feito Potiguar é motivo de orgulho. Além de valorizar o trabalho que
realizamos no estado, o selo fortaleceu nossa marca e ajudou a ampliar a
divulgação dos nossos produtos”, ressalta.
Para os próximos anos, o
empresário compartilha que pretende expandir a presença da a Costa Branca Fish
no mercado nacional, diversificar o portfólio e investir em novas certificações
e processos de inovação.
Por Daísa Alves

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