O secretário nacional do
Partido Liberal, (PL), senador Rogério Marinho, avaliou os recentes
acontecimentos em Brasília, que resultaram em derrotas para o presidente Lula
no Congresso Nacional, e que a todo custo tenta resgatar a popularidade e
diminuir o desgaste político.
Para o senador do Rio Grande do Norte, o presidente Lula reage com “rancor” e “ressentimento”, e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando como “rasa” e “eleitoreira” a discussão sobre o fim da escala 6x1 no país.
Ao comentar o cenário político
nacional, Rogério Marinho afirmou, na quinta-feira (7), ao Jornal da Manhã, da
Jovem Pan News Natal (93,5 FM), que o terceiro mandato de Lula repete problemas
de governos anteriores do PT. “O Lula 3 já começou velho, ultrapassado, com as
mesmas ideias, com os mesmos métodos. Certamente os resultados não serão
diferentes”, declarou.
Segundo ele, o governo
enfrenta dificuldades de governabilidade e desgaste junto à população. “Há uma
cristalização dessa rejeição do Lula. Por mais que ele se esforce para tentar
voltar a ter conexão com a sociedade, na minha opinião, desde o início do governo
já havia essa desconexão”, disse.
O senador também criticou a
política econômica do governo federal e relacionou o aumento da inflação ao
crescimento de gastos públicos. “A inflação é o imposto mais perverso para os
mais humildes. O pobre não tem como se proteger. O que ele ganha, no primeiro
momento, já vai para comprar comida”, afirmou. Para ele, o presidente estaria
tentando recuperar popularidade com medidas populistas. “Lula está desesperado
para retomar sua conexão com a sociedade”, declarou.
Ao falar sobre a postura do
presidente em relação às discussões envolvendo a PL da Dosimetria, em que teve
o veto derrubado, Rogério Marinho afirmou que Lula demonstra ressentimento
político. “O presidente Lula não é um líder estadista. Ele demonstra praticamente
todos os dias. Esse ato dele é mais uma demonstração da maneira como ele se
comporta. É alguém que tem rancor, que tem ressentimento”, afirmou.
Escala 6x1
Durante a entrevista, o
senador também comentou o debate nacional sobre o possível fim da escala 6x1.
Rogério classificou a discussão como simplificada e afirmou que o tema vem
sendo tratado sem considerar os impactos econômicos.
“Hoje nós temos uma discussão
rasa, emergencial e eleitoreira, que infelizmente não está tendo o cuidado
necessário de ser apurada para evitar consequências ruins para a sociedade”,
declarou.
Segundo ele, a proposta pode
provocar fechamento de pequenos negócios e aumento de preços caso não haja
compensações econômicas. “Se isso acontecer e ao mesmo tempo diminuir empregos?
Se aumentar o preço dos produtos e serviços? Se pequenos empresários, que
representam 70% dos empregos gerados no país, fecharem as suas portas porque
vão ter dificuldade fechar suas contas?”, questionou.
O senador defendeu que
eventuais mudanças sejam construídas de forma gradual e negociada. “Ao longo do
tempo vem caindo a carga horária de trabalho, mas fruto da negociação entre as
partes”, afirmou. Rogério também citou diferenças entre categorias profissionais
para criticar uma eventual regra única. “É impossível encararmos a complexidade
da nossa economia e afirmarmos que todo trabalhador tem a mesma realidade”,
disse.
Críticas ao STF e ao nome de
Jorge Messias
Rogério Marinho afirmou que
existe uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal e criticou
o que chamou de “intervenção” da Corte sobre os demais poderes. “O Supremo
Tribunal Federal, ao longo dos anos, tem sido marcado por uma intervenção muito
profunda em relação aos outros poderes da República”, declarou.
O senador relacionou esse
cenário à rejeição ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, em
votação no Senado. Para ele, houve um recado político do Congresso ao governo
federal. “Ministros com este perfil de alinhamento político com o presidente da
República, que não tenham isenção e postura de magistrados, certamente terão
dificuldades ao serem avaliados dentro do plenário”, afirmou.
Rogério disse ainda acreditar
que uma eventual nova indicação do governo Lula ao STF enfrentaria resistência
semelhante no Senado. “Um novo nome apresentado hoje ao Senado provavelmente
teria o mesmo destino”, declarou.
Mandato para ministros e
críticas a Flávio Dino
Durante a entrevista, Rogério
voltou a defender mandato para ministros do STF e afirmou que magistrados
passam tempo demais na Corte. “Alguém que passa 30 anos no Supremo perde
completamente a conexão com a sociedade”, afirmou.
Segundo Rogério, ministros da
Corte estariam ultrapassando limites institucionais. “Está faltando
institucionalidade. Perderam-se as medidas e as pessoas acham isso normal”,
declarou.
Eleições de 2026
Na entrevista, Rogério também
falou sobre o cenário eleitoral de 2026 e afirmou que o PL trabalha para
ampliar presença no Nordeste. Segundo ele, o grupo político ligado ao
ex-presidente Jair Bolsonaro tem fortalecido alianças regionais.
O senador elogiou o senador
Flávio Bolsonaro e afirmou que ele representa continuidade do bolsonarismo.
“Ele tem os mesmos conceitos e valores do pai, com uma visão conservadora da
sociedade e liberal do ponto de vista econômico”, declarou.
Rogério afirmou ainda que o
partido busca estruturar palanques estaduais e alianças regionais para o
próximo pleito presidencial.
Tribuna do Norte

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