Foto: Alex Régis
Os investimentos acumulados em
energia solar no Brasil ultrapassaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando
tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da
Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano.
Entre os principais fatores
para a desaceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem
energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e
dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes
elétricas.
Principais números do setor:
Investimentos acumulados: mais
de R$ 300 bilhões;
Empregos gerados: mais de 2
milhões na última década;
Capacidade instalada: 68,6
gigawatts (GW) em operação;
Arrecadação pública: R$ 95,9
bilhões;
Participação na matriz
elétrica: 25,3% (segunda maior fonte do país).
O crescimento ocorre mesmo
diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a
potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024
para 11,6 GW no ano seguinte.
A presença da energia solar se
espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas
regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil
municípios.
Ranking por estados:
Geração centralizada (grandes
usinas solares):
Minas Gerais: 8,6 GW;
Bahia: 2,9 GW;
Piauí: 2,4 GW.
Geração distribuída (pequenas
usinas e telhados):
São Paulo: 6,5 GW;
Minas Gerais: 5,8 GW;
Paraná: 4,2 GW.
Na avaliação da Absolar, os
entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em
fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos.
Segundo a presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030,
Barbara Rubim, a prioridade será promover uma expansão sustentável da fonte
solar, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de
energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e
hidrogênio verde.
Entre os principais pontos
defendidos pela entidade, estão a regulamentação do armazenamento de energia
elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da
Infraestrutura (Reidi). Conforme a associação, as medidas podem ser feitas de
forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de
ministérios, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei ou de medidas
provisórias no Congresso.
A entidade também defende
alterações para estimular projetos de armazenamento de energia solar no regime
especial a setores da economia incluídos na reforma tributária.
Fundada em 2013, a Absolar
reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua
na articulação do setor em prol da transição energética no Brasil.
Agência Brasil

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