Segunda Turma do STF conclui julgamento nesta terça-feira | Foto: Reprodução/Instagram
A influenciadora digital e
advogada Deolane Bezerra escreveu uma carta na prisão e disse que está detida
"por pura perseguição". Ela afirmou, também, que nunca fez parte do
Primeiro Comando da Capital (PCC).
"Mais uma vez, a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada)", falou.
O conteúdo da carta foi
escrito pela irmã, Dayanne Bezerra, enquanto a influenciadora falava. Deolane
está presa desde quinta-feira (21). Ela é suspeita de atuar na lavagem de
dinheiro para o PCC.
Carta na íntegra
"Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura
perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos,
afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada. Sobre esse processo gostaria de
expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero
a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500
(valor de honorários que recebi na época como ADVOGADA). Valor depositado em
minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não
sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.
Peço para ser ouvida, assim
como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho
sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum
fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso. Minha vida é pública,
meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de 4 anos, mas fui acordada
com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a
oportunidade de esclarecer os fatos.
É mentira que tenho 37
empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma
simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de
tantas vezes que foi repetida. Fui advogada atuante em centenas de processos e
nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse
muitos NÃOS para manter meus princípios e minha ética.
Não sou e nunca fui bandida!
Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo
próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na justiça. Conto com as
orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se
arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça
a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não viu?"
Tribuna do Norte

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