Licença prévia para implantação do projeto foi entregue na Feira de Hannover, na Alemanha| Foto: CNI
O Rio Grande do Norte receberá
sua primeira fábrica de Hidrogênio verde e Amônia verde em escala industrial. A
licença prévia para implantação do projeto Morro Pintado foi entregue nesta
terça-feira (21), durante a Feira de Hannover, maior evento mundial de
tecnologias industriais, realizada na Alemanha. A solenidade contou com a
participação do presidente da Federação das Indústrias do RN (FIERN), Roberto
Serquiz, que integra a missão empresarial da Confederação Nacional da Indústria
(CNI) na feira, e do presidente da CNI, Ricardo Alban. Serquiz destacou a
participação do Sistema Indústria no apoio ao projeto.
O projeto Morro Pintado será instalado no município de Areia Branca pela empresa Brazil Green Energy e prevê um investimento de R$ 12 bilhões. Roberto Serquiz destacou que “a transição energética mundial passa pelo Rio Grande do Norte e essa licença é um marco, um avanço decisivo na produção do hidrogênio verde e amônia no nosso estado”.
Ele parabenizou o sócio da Brazil Green Energy, Fernando Vilela e o grupo de
empresas alemãs que participarão do empreendimento. O Sistema FIERN auxiliou os
investidores no diálogo junto à governadora Fátima Bezerra e ao
diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do
RN (Idema), Werner Farkatt, para a instalação da fábrica.
“Agradeço à governadora Fátima Bezerra e ao diretor Werner pelo apoio e atenção
a este empreendimento”, afirmou Serquiz. “Também agradeço ao presidente Ricardo
Alban, que não tem medido esforços para ampliar de forma firme e contínua o
Sistema Indústria no nosso estado. O projeto Morro Pintado reforça nosso papel
no processo de transição energética”, declarou.
Ele mencionou a planta-piloto de Hidrogênio Verde instalada no Instituto SENAI
de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e os potenciais mapeados no Atlas
do Hidrogênio Verde, desenvolvido pelo Sistema FIERN, por meio do ISI-ER, em
parceria com o Governo do Estado. “Tudo isso mostra nosso potencial e a
qualidade que temos para gerar esse combustível para a transição energética
mundial”, completou Serquiz.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, ressaltou que o avanço do empreendimento
demonstra como parcerias internacionais aproximam as empresas dos ambientes de
promoção de negócios. “Esse é um exemplo real de tudo o que podemos fazer em
termos de negócios e de como é factível que a relação comercial Brasil-Alemanha
dobre em valores em 5 anos”, afirmou Alban.
Werner Farkatt, diretor-presidente do Idema, representou a governadora Fátima
Bezerra no evento e destacou a importância da licença. “É a primeira licença
emitida para um empreendimento deste tipo e além da segurança ambiental, também
traz a segurança jurídica, porque o tema foi normatizado pelo Conselho Estadual
de Meio Ambiente, com aval da Procuradoria Geral do Estado e do Governo”,
disse.
Empresas industriais alemãs como Siemens, Deutsche Bahn, ThyssenKrupp Uhde e
outros grupos internacionais acompanharam a apresentação do projeto. O grupo,
também integrado pelo presidente da Agência Brasileira de Promoção de
Exportações e Investimentos (Apex), Laudemir Muller, visitou os estandes da
SAP, da Schneider e do SENAI e SESI, onde foram apresentados a tecnologias
industriais nas áreas de energia, descarbonização e inteligência artificial.
Tribuna do Norte

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