Registro da Marinha do Brasil entregando mantimentos à tripulação do NT “NW AIDARA" | Foto: Divulgação/Marinha do Brasil
A Marinha do Brasil coordenou
uma operação de Busca e Salvamento (SAR) para prestar assistência ao
navio-tanque “NW AIDARA”, de bandeira do Togo, que permaneceu à deriva por
quase dois meses no Oceano Atlântico. A embarcação chegou ao Porto de Fortaleza
(CE) na manhã de 27 de março, rebocada, com os 11 tripulantes em segurança.
A ocorrência foi registrada em 25 de fevereiro, quando o Serviço de Busca e Salvamento do Nordeste (Salvamar Nordeste) recebeu a informação de que o navio estava sem propulsão desde 5 de fevereiro, após falha no sistema hidráulico que comprometeu o controle do leme. Inicialmente fora da área de responsabilidade brasileira, a embarcação derivou até ingressar na área sob jurisdição do Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo (MRCC) do Brasil.
Segundo a Marinha, o navio
encontrava-se a cerca de 675 milhas náuticas (aproximadamente 1.250
quilômetros) da costa brasileira quando passou a ser acompanhado pelo
MRCC-Natal. Além da avaria, a embarcação apresentava escassez de alimentos e
limitações de comunicação, operando apenas por rádio VHF, o que restringia o
contato a navios nas proximidades.
No dia 1º de março, após
orientação do Salvamar Nordeste, o navio mercante “YK NEWPORT” aproximou-se
para prestar apoio. A tripulação recebeu mantimentos e passou por atendimento
de telemedicina, sendo constatado que todos estavam em boas condições de saúde.
O comandante do “NW AIDARA” informou que tentaria realizar reparos a bordo e
que solicitariam assistência caso o conserto não fosse concluído até 8 de
março.
Sem novo contato e diante da
continuidade da deriva em direção ao litoral nordestino, com risco potencial à
navegação e ao meio ambiente, a Marinha enviou, em 9 de março, o Navio-Patrulha
Oceânico “Araguari” para interceptação e avaliação da situação. Também foram
mobilizados a Corveta “Caboclo”, deslocada de Salvador (BA) para Fortaleza
(CE), e o Navio Rebocador de Alto-Mar “Triunfo”, que partiu de Natal (RN) para
realizar o reboque.
De acordo com o Comando do 3º
Distrito Naval, a operação teve como prioridade a preservação da vida humana no
mar e a mitigação de riscos à segurança da navegação e ao meio ambiente,
considerando a natureza da embarcação e sua carga.
Após o reboque conduzido pelo
“Triunfo”, o navio-tanque atracou em Fortaleza, encerrando a operação. A
Marinha informou que a ação contou com meios navais e apoio da comunidade
marítima, incluindo embarcações mercantes, além da divulgação de avisos à navegação
para alertar sobre a presença do navio à deriva na região.

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