Auxiliares de primeiro e
segundo escalões do governo Fátima Bezerra (PT) por indicações do
vice-governador Walter Alves (MDB), deixaram a gestão estadual 25 dias depois
de Alves ter anunciado – em 19 de janeiro, o rompimento político com o governo
Fátima Bezerra e seu apoio à pré-candidatura a governador do prefeito de
Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).
Mas, o primeiro aliado político de Walter Alves a sair do governo, na tarde de quarta-feira (11), foi o presidente da Caern, Sérgio Rodrigues. Exonerado pela governadora Fátima Bezerra que colocou no lugar George Marcos que acumulará as funções de Diretor-Presidente e Diretor de Planejamento e Finanças.
Geroge Marcos chegou ao Rio
Grande do Norte em 2019 é da confiança de Fátima Bezerra com que trabalhou na
Câmara dos Deputados e no Senado da República.
Na manhã de quarta-feira (11),
a governadora esteve reunida com a imprensa durante um café da manhã. Na
ocasião teceu críticas ao vice-governador. “Infelizmente, ele escolheu outro
caminho. E a coisa se deu de uma forma muito abrupta, porque, até então, estava
tudo pactuado para ele assumir o governo e apoiar o nome do nosso grupo”, disse
a petista.
Fátima informou que o
presidente Lula está ciente da decisão tomada pelo líder do MDB potiguar:”O
sentimento da direção nacional do PT é de muita decepção. Nós fomos
surpreendidos”, relatou.
A governadora lamentou a
escolha de Walter: “Acho que ele cometeu um equívoco, se precipitou. Talvez
tenha jogado fora a chance mais especial de ser eleito governador do Estado do
Rio Grande do Norte”, comentou Fátima
Demissões
Nesse mesmo dia, o “Diário
Oficial do Estado” trouxe a destituição do secretário estadual adjunto de Meio
Ambiente e Recursos Hídricos, Geomarques Nunes de França Júnior, segundo na
hierarquia da pasta chefiada desde agosto de 2023 pelo geólogo Paulo Lopes
Varella Neto, que exerceu mesma função no governo Garibaldi Filho (ago/1999 a
dez/2002), pai do vice-governador.
Um dia depois, foi a vez do
secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Alan Silveira, que foi
nomeado em 1º de julho de 2025, passando sete meses e 12 dias no cargo.
Alan Silveira já havia
comunicado sua decisão de deixar o cargo a própria governadora Fátima Bezerra,
que pediu para aguardar até a conclusão de algumas ações iniciadas por ele à
frente da pasta.
Em carta nas redes sociais,
Silveira, cita resultados conquistados na Sedec. Ele também agradeceu ao
vice-governador Walter Alves pela indicação e confiança. Fonte de dentro do
governo do Estado informou que não existe interesse e nem é do feitio de Fátima
Bezerra “perseguição política”, mas garantiu que auxiliares do governo, mesmo
ligados politicamente a outras siglas partidárias, que não o PT, devem ficar na
gestão estadual enquanto ela estiver no exercício do mandato, no caso em que
exercerem a postura técnica e a serviço do Estado.
Segundo essa fonte, essa não
foi a postura dos dois auxiliares exonerados, que depois da decisão de Walter
Alves de se afastar de uma aliança com o PT, teriam passado a usufruir do cargo
fazendo campanha e proselitismo político contra a linha política da situação.
Nesse sentido, não se
vislumbra dentro do governo, uma possível saída do governo do secretário Paulo
Varela; embora na tarde de quinta-feira (12) fonte da vice-governadoria teria
afirmado a entrega da carta de exoneração do secretário ao governo do Estado.
Procurado para comentar as
demissões e as críticas da governadora Fátima sobre a tomada de decisão de
romper com o governo e rumar para a oposição, o vice-governador, Walter Alves,
preferiu não se pronunciar. O espaço permanece aberto.
Luciano Santos fica no governo
Fátima Bezerra
A demissão do secretario
extraordinário para Assuntos Federativos, o advogado Luciano Silva Santos, não
está na cogitação da governadora Fátima Bezerra (P).
Ex-prefeito de Lagoa Nova por
duas vezes, o advogado Luciano Santos, embora filiado ao MDB, tem ligações
políticas com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual
Ezequiel Ferreira (PSDB), que a governadora do Estado ainda tem como aliado político.
Luciano Santos disse que “tem
profundo respeito pelas decisões pessoais e partidárias de cada liderança”, mas
no seu caso, “qualquer definição será tomada com serenidade, diálogo e
responsabilidade”.
Santos já foi presidente da
Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e explicou que “sempre
ouviu” sua base base política, “os amigos que caminham comigo e sobretudo minha
família, que é meu alicerce”.
“Importa registrar que minha
nomeação decorreu de convite direto da governadora Fátima Bezerra em
reconhecimento a um trabalho técnico e institucional e não de indicação
partidária formal”, informou Santos.
Para concluir, Santos disse
que “permanece focado num compromisso público assumido com lealdade às
instituições e responsabilidade com o povo do Rio Grande do Norte,
especialmente com os interesses de Lagoa Novo, cidade que continua sendo meu
local político e minha referência maior das minhas decisões”.
Tribuna do Norte

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