Walter Alves (MDB) amplia conversas com o União Brasil | Foto: João Gilberto
O vice-governador Walter Alves
(MDB) adiou o anúncio formal de que não assumirá o governo do Estado em abril,
inicialmente previsto para esta quinta-feira (15). Agora o novo prazo vai até o
fim de janeiro, depois de uma conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT).
Walter Alves não tem, ainda, agenda pautada para conversar com a governadora do
Estado, pessoalmente, mas esse encontro, público, ocorrerá dia 22 por ocasião
da vinda ao Rio Grande do Norte do ministro Renan Filho (Transportes), que é do
MDB, para emitir a ordem de serviço sobre início da duplicação da BR-304, no
trecho entre Assu e Mossoró.
Reunião com Allyson
Alves já manifestou sua
pretensão de se candidatar a deputado estadual e enquanto trabalha a formatação
da chapa proporcional do MDB, continua, segundo aliados, conversando com a
Federação União/PP no sentido de compor a base de apoio à pré-candidatura ao
governo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União).
Na quarta-feira (14), o
vice-governador teve um encontro com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. A
reunião foi na residência do ex-senador Garibaldi Alves Filho, pai de Walter. O
ex-senador e presidente do União Brasil, José Agripino, também se fez presente
na reunião.
José Agripino vem trabalhando
para consolidar a candidatura de Allyson e promovendo encontros para apreciar
os nomes propostos para compor as noinatas estadual e federal.
Antes de tomar qualquer
decisão, ou fazer qualquer anúncio oficial, o vice-governador tem tido que terá
uma nova conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT).
Este encontro entre Walter
Alves com Allyson Bezerra (União) estava previsto para a terça-feira (13), mas
foi adiado para ontem. Além da possibilidade de aliança na chapa majoritária,
os dirigentes partidários se debruçar sobre a composição das nominatas para
deputado estadual e federal — assunto de maior interesse do vice-governador,
por determinação do diretório nacional do partido busca ampliar no número de
deputados na ALRN e reconquistar espaço na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Candidato
Na sexta-feira (9), a TRIBUNA
DO NORTE confirmou que Walter Alves (MDB) irá renunciar ao cargo de
vice-governador do RN, cumprido a desincompatibilização para disputar uma das
24 cadeiras de deputado estadual.
O fato mexeu com o cenário
político local. O vice-governador não vai assumir o cargo de governador na
vacância do cargo, pela desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra
(PT), para disputa já anunciada pelo PT de uma vaga ao Senado da República, nas
próximas eleições gerais.
Neste caso haverá uma eleição
indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do gestor do Poder Executivo,
pois o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), não assumiria o
cargo de governador, por pleitear a reeleição para deputado estadual.
Essas decisões, no entanto,
não impedem a possibilidade, em um segundo momento, do MDB permanecer indicando
um candidato a vice-governador ou a senador na chapa majoritária governista que
no momento tem como pré-candidato ao governo, Carlos Eduardo Xavier, Secretário
Estadual da Fazenda do RN. “Mas isto fica para se conversar em outro momento.”,
tem repetido o vice-governador durante os encontros que tem realizado no
interior do Estado.
Indecisão nacional
Em nível nacional, o MDB não
decidiu se vai lançar candidato próprio ou apoiar o candidato de outro partido
a presidente da República já no primeiro turno das eleições em outubro.
O site do MDB traz informações
de seu presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP), de que a
convenção nacional “pode ter até quatro possibilidades: candidatura própria,
apoio ao presidente, apoio a uma candidatura mais à direita ou, porventura,
apoio a uma candidatura que possa surgir dentro do centro”.
Baleia Rossi diz que “existe
até a possibilidade de o partido nacionalmente não apoiar nenhuma candidatura,
para que cada Estado possa ter um posicionamento mais condizente com a sua
realidade”.
O presidente do MDB acredita
que ainda pode surgir uma candidatura de centro em meio à polarização: “Eu acho
que nós temos ainda nomes que podem surgir. Se houver uma eleição absolutamente
polarizada, a tendência do MDB é realmente, em nível nacional, liberar”.

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