quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Vice-governador posterga decisão e cenário de eleição indireta segue em aberto

Walter Alves (MDB) amplia conversas com o União Brasil | Foto: João Gilberto

O vice-governador Walter Alves (MDB) adiou o anúncio formal de que não assumirá o governo do Estado em abril, inicialmente previsto para esta quinta-feira (15). Agora o novo prazo vai até o fim de janeiro, depois de uma conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT). Walter Alves não tem, ainda, agenda pautada para conversar com a governadora do Estado, pessoalmente, mas esse encontro, público, ocorrerá dia 22 por ocasião da vinda ao Rio Grande do Norte do ministro Renan Filho (Transportes), que é do MDB, para emitir a ordem de serviço sobre início da duplicação da BR-304, no trecho entre Assu e Mossoró.

Reunião com Allyson

Alves já manifestou sua pretensão de se candidatar a deputado estadual e enquanto trabalha a formatação da chapa proporcional do MDB, continua, segundo aliados, conversando com a Federação União/PP no sentido de compor a base de apoio à pré-candidatura ao governo do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União).

Na quarta-feira (14), o vice-governador teve um encontro com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra. A reunião foi na residência do ex-senador Garibaldi Alves Filho, pai de Walter. O ex-senador e presidente do União Brasil, José Agripino, também se fez presente na reunião.

José Agripino vem trabalhando para consolidar a candidatura de Allyson e promovendo encontros para apreciar os nomes propostos para compor as noinatas estadual e federal.

Antes de tomar qualquer decisão, ou fazer qualquer anúncio oficial, o vice-governador tem tido que terá uma nova conversa com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Este encontro entre Walter Alves com Allyson Bezerra (União) estava previsto para a terça-feira (13), mas foi adiado para ontem. Além da possibilidade de aliança na chapa majoritária, os dirigentes partidários se debruçar sobre a composição das nominatas para deputado estadual e federal — assunto de maior interesse do vice-governador, por determinação do diretório nacional do partido busca ampliar no número de deputados na ALRN e reconquistar espaço na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Candidato

Na sexta-feira (9), a TRIBUNA DO NORTE confirmou que Walter Alves (MDB) irá renunciar ao cargo de vice-governador do RN, cumprido a desincompatibilização para disputar uma das 24 cadeiras de deputado estadual.

O fato mexeu com o cenário político local. O vice-governador não vai assumir o cargo de governador na vacância do cargo, pela desincompatibilização da governadora Fátima Bezerra (PT), para disputa já anunciada pelo PT de uma vaga ao Senado da República, nas próximas eleições gerais.

Neste caso haverá uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para a escolha do gestor do Poder Executivo, pois o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), não assumiria o cargo de governador, por pleitear a reeleição para deputado estadual.

Essas decisões, no entanto, não impedem a possibilidade, em um segundo momento, do MDB permanecer indicando um candidato a vice-governador ou a senador na chapa majoritária governista que no momento tem como pré-candidato ao governo, Carlos Eduardo Xavier, Secretário Estadual da Fazenda do RN. “Mas isto fica para se conversar em outro momento.”, tem repetido o vice-governador durante os encontros que tem realizado no interior do Estado.

Indecisão nacional

Em nível nacional, o MDB não decidiu se vai lançar candidato próprio ou apoiar o candidato de outro partido a presidente da República já no primeiro turno das eleições em outubro.

O site do MDB traz informações de seu presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP), de que a convenção nacional “pode ter até quatro possibilidades: candidatura própria, apoio ao presidente, apoio a uma candidatura mais à direita ou, porventura, apoio a uma candidatura que possa surgir dentro do centro”.

Baleia Rossi diz que “existe até a possibilidade de o partido nacionalmente não apoiar nenhuma candidatura, para que cada Estado possa ter um posicionamento mais condizente com a sua realidade”.

O presidente do MDB acredita que ainda pode surgir uma candidatura de centro em meio à polarização: “Eu acho que nós temos ainda nomes que podem surgir. Se houver uma eleição absolutamente polarizada, a tendência do MDB é realmente, em nível nacional, liberar”.

Tribuna do Norte

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