Redução foi anunciada pela Petrobras nesta terça-feira (27) | Foto: Fernando Frazão
A Petrobras informou nesta
terça-feira (27) que os preços de venda da molécula de gás natural para as
distribuidoras terão redução média de cerca de 7,8% em relação ao trimestre
anterior. Os novos valores passam a vigorar no dia 1º de fevereiro.
O modo como essa redução será sentida pelo consumidor final dependerá de outros fatores, como custos de transporte, impostos e margens de lucros de distribuidoras e revendedoras.
A atualização não impacta o
preço do gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel. Já o
gás natural veicular (GNV) é afetado.
Desde dezembro 2022, o preço
médio da molécula vendido às distribuidoras acumula uma redução da ordem de
38%, incluindo o efeito da redução de fevereiro, conforme informou a empresa.
A redução anunciada leva em
consideração a parcela indexada ao Henry Hub, referência para o mercado de gás
natural nos Estados Unidos, que começou a valer no início de 2026, para as
distribuidoras que optaram por essa alternativa de indexação.
Além da variação do Henry Hub,
segundo a Petrobras, os contratos de venda de gás natural às distribuidoras
preveem atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do
gás, considerando as oscilações do petróleo no mercado internacional e da taxa
de câmbio real/dólar (R$/US$).
“Para o trimestre que inicia
em fevereiro de 2026, considerando a variação do petróleo Brent, do Henry Hub,
do câmbio e a ponderação dos volumes contratados pelas distribuidoras junto à
Petrobras, o efeito combinado dessas referências resultará na redução média de
preços da parcela molécula em cerca de 7,8%”, comunicou a empresa.
A companhia destaca que as
efetivas variações finais dos preços por distribuidora dependerão dos produtos
contratados e dos volumes efetivamente retirados, considerando os prêmios
criados pela Petrobras a partir de 2024: o prêmio por performance e o prêmio de
incentivo à demanda. Os prémios possibilitam a redução do preço a depender dos
volumes retirados.
Já o preço final do gás
natural ao consumidor, de acordo com a Petrobras, não é determinado apenas pelo
preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte
até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim
como por suas margens e pelos tributos federais e estaduais. No caso do GNV,
depende ainda dos postos de revenda. A Petrobras ressalta ainda que as tarifas
ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais.
Tribuna do Norte

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