O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No
entanto, segundo Pimenta, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o
período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos. A
decisão será oficializada nesta terça-feira (11) pelo ministro Wolney Queiroz.
De acordo com o
parlamentar, cerca de 3,7 milhões de beneficiários já foram ressarcidos,
em valores que somam R$ 2,5 bilhões. O governo estima, no entanto, que
ainda existam 4,8 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar
a devolução.
O esquema de descontos
indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia
Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em
Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas.
As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em
abril.
Segundo Pimenta, muitos
aposentados ainda desconhecem que foram vítimas das cobranças.
“Temos que fazer um esforço de
esclarecimento, porque muitos aposentados não perceberam que foram roubados”,
afirmou.
A prorrogação, completou
Pimenta, busca assegurar que todos os lesados pelo esquema possam recuperar os
valores de forma simplificada e sem necessidade de ação judicial.
Como pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir
pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:
Aplicativo ou site Meu INSS,
com login no Portal Gov.br;
Telefone 135, com atendimento
gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
Agências dos Correios, que
oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.
Depoimento
Nesta segunda, a CPMI do INSS
ouv o empresário Igor Dias Delecrode, dirigente da Associação de Amparo
Social do Aposentado e Pensionista (AASAP). A entidade é investigada por
suspeita de ter criado um sistema próprio de biometria para fraudar a assinatura
de segurados do INSS e pedir descontos indevidos em nome deles.
Munido de um habeas
corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Delecrode ficou em
silêncio na maior parte dos questionamentos dos membros da CPMI.
Agência Brasil

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