Ele lembrou que, desde o
início da atual gestão, o “feeling do presidente Lula” foi o da abertura de
novos mercados, visando um portfólio maior – o que garantiu, ao Brasil,
redirecionar parte da produção que, em função da tarifa de 50% imposta a
produtos brasileiros, deixou de ser exportada aos EUA.
“Buscamos a reconexão do
Brasil. Abrimos 437 novos mercados nesses dois anos e nove meses. Um recorde
absoluto. Nunca tivemos tantas opções”, disse o ministro ao ressaltar que os
esforços do governo continuam, na tentativa de rever a situação com os EUA.
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Impacto menor
“Isso fez com que o tarifaço
dos EUA impactasse muito menos [do que era esperado]. Graças ao trabalho feito
preventivamente, e intensificado agora, de aberturas de mercados; da procura e
do restabelecimento de novas relações multilaterais”, acrescentou Fávaro
que participou do programa Bom Dia, Ministro desta quarta-feira
(17).
>>Ministro minimiza impacto do tarifaço no mercado de
trabalho
Ele destacou alguns dos
“vários acordos bilaterais” assinados recentemente com outros países; e os que
estão para serem assinados, com o intuito de abrir outros grandes mercados. É o
caso do acordo entre o Mercosul e a União Europeia que, segundo o ministro,
está “na iminência de criar o maior bloco econômico do mundo”.
Fávaro citou, também entre as
medidas que ajudam o Brasil a diversificar seus mercados, a intensificação das
relações com os demais países que compõem o Brics; e o fortalecimento das
relações com o Oriente médio e com o sudeste asiático.
Diálogo sempre aberto
O ministro lembrou que a
estratégia do governo, de estar sempre aberto ao diálogo, vale tanto para o
ambiente externo como o interno, no qual ouve reiteradamente empresários e
sociedade civil, na busca por medidas e políticas públicas mais eficientes.
>>Entenda a guerra de tarifas de Trump e consequências
para Brasil
Fávaro explica que empresas
muito dependentes do mercado norte-americano já recebem “tratamento
diferenciado e especial” do governo.
“Estamos atentos para garantir
a sobrevivência das empresas e dos empregos também”, disse.
“Isso tudo minimizou os
impactos [do tarifaço no Brasil], mas eles existem. Criamos grandes
alternativas, como a linha de financiamento de R$ 30 bilhões para as empresas
mais afetadas, com juros bastante acessíveis. Teve o Reintegra especial, o
ressarcimento de valores tributários pagos na exportação. E teve, ainda, as
compras públicas, que foram ativadas. A União está comprando produtos que
deixaram de ser exportados”, resumiu.
Agência Brasil

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