De acordo com a Justiça
Federal, somente após a manifestação pública na semana passada é que a carta
será entregue. No texto, as autoridades ressaltam que a “recriação da Faculdade
de Direito permitirá maior autonomia administrativa e acadêmica, criando condições
institucionais mais adequadas não apenas para o enfrentamento dos desafios
contemporâneos da formação jurídica, mas também para o fortalecimento da
cultura constitucional, da defesa das liberdades e do compromisso democrático
do curso em questão.
“Essa mudança significará
também um resgate da Faculdade de Direito de Natal, dos grandes e admiráveis
professores que a construíram, dos alunos idealistas que a frequentaram, dos
comprometidos servidores que a ela se dedicaram desde o venerando prédio da
Ribeira, e de suas tradições seminais de saber e de seu espírito de
resistência”, pontua o texto.
O grupo destaca que a história
do curso de Direito da UFRN se confunde com a própria trajetória do ensino
jurídico no Estado, tendo formado sucessivas gerações de profissionais,
professores, magistrados, advogados e servidores públicos que desempenham papel
relevante na consolidação da democracia, na defesa dos direitos fundamentais e
no fortalecimento das instituições republicanas.
“A reorganização
administrativa apoiada não representa apenas o resgate de uma tradição
acadêmica interrompida por razões alheias ao livre desenvolvimento científico e
pedagógico, mas também a reafirmação da autonomia universitária como valor
constitucional e pilar essencial da preservação da democracia no Brasil. Essa
autonomia é instrumento de proteção contra retrocessos autoritários e condição
para a promoção da excelência no ensino, na pesquisa e na extensão”, diz a
carta. Segundo os magistrados, há “plena consciência da relevância desse pleito
para as presentes e futuras gerações de discentes”.
Em nota à reportagem, o TJRN
declarou que “para além do fortalecimento e autonomia institucional, a
recriação da Faculdade de Direito representa um compromisso com a valorização
da memória da Justiça no RN e do ensino jurídico no estado. Resgata uma trajetória
iniciada em 1949, com a criação da Faculdade de Direito de Natal, que deu
origem a gerações de juristas, professores e expoentes do Direito, constituindo
um verdadeiro legado para o saber e a educação jurídica no Estado”, escreveu o
TJRN.

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