quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Jair Bolsonaro foi levado às pressas para hospital no DF

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fala com jornalistas no hospital DF Star, em Brasília (DF) | Foto: Reprodução/YouTube

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou na terça-feira (16) que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), chegou a ficar dez segundos sem respirar e teve um episódio de “vômito a jato.” Bolsonaro deixou a prisão domiciliar e seguiu para o hospital DF Star, em Brasília, após uma crise de soluços e mal-estar.

“Hoje (terça-feira) foi um episódio mais drástico, em que o soluço dele foi aumentando. Ele quando, às vezes pela repetição, ele diz que trava o diafragma dele e teve um episódio de vômito a jato, com força, ficou quase dez segundos sem respirar. O jeito que ele conseguiu de respirar foi fazendo isso, com vômito forte, tontura, pressão muito baixa”, disse Flávio em entrevista coletiva em frente ao hospital onde o pai está.

O ex-chefe do Executivo deverá permanecer internado e passar a noite na unidade hospitalar, segundo o cardiologista Leandro Echenique, que acompanha Bolsonaro desde 2018. De acordo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), no momento, o ex-presidente realizou exames e fez medicação intravenosa. “Como já foi noticiado, Jair teve um mal-estar decorrente de uma crise de soluços e vômito. Ele fez alguns exames e, neste momento, está com medicação intravenosa”, escreveu Michelle nos stories, espécie de publicação instantânea do Instagram. A medicação intravenosa é aplicada na veia, entrando diretamente na corrente sanguínea.

Em visita ao hospital no final da tarde, o deputado Evair de Melo (PP-ES), aliado de Bolsonaro, disse que, diante do quadro, não seria apenas “uma consulta de medir pressão e voltar para casa”. “Tudo indica que ele vai ficar [no hospital] por um tempo razoável”, disse ele. Segundo a equipe médica, o ex-presidente passará a noite no local.

Conforme anunciou o médico Cláudio Birolini, o quadro de mal-estar demandou o encaminhamento do ex-presidente ao DF Star para “avaliação clínica, medidas terapêuticas e exames complementares”.

No domingo (14), a ida de Bolsonaro ao hospital aconteceu dois dias após o ex-presidente, que foi recentemente condenado pela maioria da Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão, deixar a prisão domiciliar para retirar lesões de pele.

Na ocasião, além da remoção das lesões na pele, o boletim divulgado no domingo informou que o ex-presidente recebeu reposição de ferro por via endovenosa, porque exames laboratoriais evidenciaram que ele apresenta um quadro de anemia por deficiência de ferro. Uma tomografia de tórax também detectou imagens residuais de um quadro de pneumonia recente por broncoaspiração.

O médico de Bolsonaro, Claudio Birolini, disse que o ex-presidente está “bastante fragilizado com toda a situação”. “Ele é um senhor de 70 anos, que passou por diversas intervenções cirúrgicas. Ele está bastante fragilizado por essa situação toda”, afirmou Birolini.

A defesa de Bolsonaro enviou relatório médico ao Supremo Tribunal Federal (STF) para comunicar o motivo da ida dele ao hospital. Como o ex-mandatário está em prisão domiciliar, situações emergenciais de saúde ou eventuais internações devem ser informadas em até 24 horas.

“O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, apresentou neste momento episódio de mal-estar, pré-síncope e vômitos com queda da pressão arterial, sendo necessário ir à emergência do Hospital DF Star neste momento”, informa o documento assinado pelo médico Leandro Echenique.

Desde o atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro foi submetido a uma série de internações e cirurgias, muitas delas relacionadas às complicações do ataque sofrido em Juiz de Fora (MG).

Tribuna do Norte

Nenhum comentário:

Postar um comentário