O Gás Liquefeito de Petróleo
(GLP), popularmente conhecido como gás de cozinha, sofrerá reajustes em todo o
Rio Grande do Norte a partir desta quarta-feira (17), segundo informações do
Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN).
O reajuste, que pode chegar a R$ 6 para o consumidor final, foi repassado em
função do dissídio coletivo dos colaboradores das distribuidoras, que ocorre
anualmente em setembro. Algumas distribuidoras e revendedores em todo o Estado
já têm repassado o reajuste desde o início do mês.
“Vamos ter uma precificação a
partir desta quarta-feira. Isso acontece todo mês de setembro, quando ocorre o
dissídio das distribuidoras e esse aumento vai variar entre R$ 4 e R$ 4,50.
Operamos no RN com cinco distribuidoras,uma delas já iniciou o repasse e as
outras vão iniciar nos próximos dias. Para o consumidor final vai variar entre
R$ 5 e R$ 6 esse aumento na ponta”, explica o presidente do Singás-RN, Ivo
Lopes. O preço do GLP vai chegar entre R$ 115 e R$ 116.
Além da questão dos dissídios
das companhias, Bruno Souto, gerente comercial da Mega Gás Distribuidora, que
opera 12 pontos de revenda em Natal e no interior, aponta que leilões de gás
recentes da Petrobras também afetaram os preços dos botijões no Estado. “Nos
últimos meses fomos impactados com leilões de gás da Petrobras. Foi algo
interno que foi nos passado e só acompanhamos devido a vários custos acessórios
que temos”, disse.
“O aumento no preço do gás de
cozinha em Natal se deve principalmente ao reajuste recente aplicado pelas
distribuidoras após alterações no valor repassado pela Petrobras, além da
influência do câmbio e dos custos de importação do GLP, que impactam diretamente
o preço final ao consumidor. A tributação estadual, como o ICMS, também pesa
nesse cálculo”, acrescenta Dina Pérez, diretora geral do Procon Natal.
Uma pesquisa do Procon Natal
apontou um aumento no preço médio do botijão de 13 kg em relação às pesquisas
anteriores realizadas ao longo do ano. Em comparação com a pesquisa de julho de
2024, quando o preço médio encontrado foi de R$ 96,00, houve um aumento de
5,42% para o consumidor, considerando a média das pesquisas realizadas neste
ano. De acordo com o Núcleo de Pesquisa do órgão, o preço vem registrando
elevação desde o ano passado. A diferença entre o maior e o menor valor
encontrado chega a quase R$ 30,00, dependendo da região e do ponto de venda. A
zona Sul continua com o preço médio mais alto, enquanto a zona Norte apresenta
os menores valores.
“Já a diferença de preços
entre regiões da cidade, como os valores mais altos na Zona Sul e mais baixos
na Zona Norte, é explicada por fatores como custos logísticos, margem de lucro
praticada pelos revendedores, nível de concorrência local, despesas operacionais
específicas de cada área e variações nas taxas de entrega e formas de
pagamento. Esses elementos, combinados, geram uma variação de até R$ 30 no
valor do botijão de 13 kg dentro da própria capital”, finalizou Dina Pérez.
O gerente comercial da Mega
Gás Distribuidora, Bruno Souto, explica que os preços do GLP atualmente são
definidos em função da logística de envio dos botijões, como distância nas
entregas. “A variação de preço está ligado 90% a logística de entrega desse
produto. A malha viária é quem encarece o custo final do produto. Tem
transportadoras que chegam a cobrar R$ 7 por botijão para deixar na zona Norte.
Isso afeta o consumidor final, porque o revendedor tem que embutir isso no
produto dele.
Tribuna do Norte

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