Para estar à frente do Jornal
Hoje, foi convidado Roberto Kovalick, e Tiago Scheuer passará a comandar o Hora
Um, abrindo o dia com as primeiras notícias.
Há cerca de cinco anos, a
Globo e o apresentador e editor-chefe do JN vêm trabalhando juntos e
construindo a sua substituição e troca de função. Bonner manifestou desejo de
abrir mão de funções executivas e da atuação no jornalismo diário para ter mais
tempo para sua família e atividades pessoais.
“Esse aniversário do JN não
tem número redondo, lançamento de livro, série especial de reportagens. E,
mesmo assim, foi o que consumiu mais tempo pra ser preparado. Foram cinco anos,
desde a minha primeira conversa com a direção do jornalismo sobre o desejo de
reduzir a carga horária e as responsabilidades exigidas pela chefia e pela
apresentação do JN. Precisamos superar a fase crítica da pandemia, arquitetar
sucessões e preparar sucessores até a data do anúncio das novidades. E,
finalmente, podemos todos conversar sobre essas conquistas e movimentos sem
reservas. Alguns números ajudam a explicar meu desejo e minha necessidade de
mudar de ritmo. São 29 anos e quatro meses de JN. Exatos 26 anos como chefe da
equipe de editores, comandando reuniões, avaliando pautas, planejando edições,
apresentando as notícias a milhões. Nesse período, tornei-me pai, vi minhas
crianças acharem que se tornaram adultos. Mudaram de endereço, até de país. Ser
recebido pelo Globo Repórter me deixa honrado e gratíssimo. Todos os meus
amigos me ouviram falar do sonho de integrar essa equipe quando pudesse deixar
o JN. De todos os programas do jornalismo já existentes quando cheguei à Globo,
é o único em que nunca atuei, nem interinamente, em 39 anos. Lembro quando a
Sandra Annenberg chegou lá. Amiga de décadas, cúmplice do meu sonho, que era
dela também, Sandra me mandou mensagem carinhosa: ‘Cheguei antes, amigo. Te
espero aqui!’ Ano que vem, estaremos juntos por lá. O Tralli receberá o carinho
e o apoio merecidíssimo que o time do JN sabe compartilhar. E terei prazer de
continuar colhendo até lá”, explicou William Bonner, que chegou à Globo em 1986
e já atuou como apresentador do SPTV, do Jornal Hoje, do Fantástico e do Jornal
da Globo. Em 1996, assumiu a bancada do Jornal Nacional e se tornou
editor-chefe em 1999. Formado pela ECA-USP, Bonner iniciou sua carreira como
redator publicitário e locutor de rádio.
Para César Tralli, o desafio
de apresentar o Jornal Nacional é uma honra: “Me sinto extremamente honrado. E
ao mesmo tempo desafiado pela responsabilidade desta nova função. Estou na
Globo há quase 33 anos e lá atrás, quando ainda era jovenzinho, já fazia
reportagens pro JN. Acompanhei a chegada do William na bancada do Jornal
Nacional e por muitos e muitos anos fiz matérias especiais pro JN. Portanto, eu
recebi o convite e a missão com absoluta felicidade e serenidade. Agora, nunca
jamais me passou pela cabeça suceder o William. Meu foco sempre foi o presente.
Cumprir muito bem-feito minhas atribuições. Sou muito exigente comigo mesmo.
Espero, portanto, honrar a nova missão no JN”. Formado em Jornalismo pela
Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Tralli
começou sua trajetória profissional na Gazeta Esportiva e passou pela rádio
Jovem Pan, SBT e Rede Record, antes de ingressar na Globo em 1993. Aos 24 anos,
tornou-se correspondente internacional, atuando em Londres por cinco anos. Foi
âncora do SPTV 1ª Edição por uma década e depois assumiu o Jornal Hoje e o
Jornal GloboNews – Edição das 18h.
Futura companheira de Tralli
na apresentação do Jornal Nacional, Renata Vasconcellos destaca a sorte de
poder trabalhar com profissionais que representam o melhor do telejornalismo
brasileiro: “Depois de mais de uma década de parceria incansável com William
Bonner na bancada do Jornal Nacional, é com um imenso prazer que eu recebo
César Tralli nessa nova etapa. Que sorte a minha poder trabalhar com
profissionais que representam o melhor do telejornalismo brasileiro. Ao Bonner,
minha gratidão emocionada pela confiança, pelo aprendizado e pela inspiração.
Na sua ética do trabalho e na sua coragem. Ao Tralli, minhas boas-vindas com a
certeza confortante do que virá: parceria dedicada, competente e cheia de
sensibilidade”.
Cristiana Sousa Cruz,
editora-chefe adjunta do Jornal Nacional, atuando ao lado de William Bonner nos
últimos seis anos, será a próxima editora-chefe do telejornal. “Assumir o
comando do Jornal Nacional é uma grande honra. E receber essa missão nos 60 anos
da TV Globo tem um significado muito especial para mim. É a realização de um
sonho profissional. Trabalho na empresa há 29 anos. Fui produtora e editora, no
Bom Dia Brasil e no Jornal Nacional. Ocupei cargos de chefia na produção da
Rede, no escritório da Globo em Nova York e na redação de programas da
GloboNews. Há seis anos, sou editora-chefe adjunta do JN. Tenho o prazer de
trabalhar com uma equipe incrível de jornalistas, no Brasil e no exterior.
Profissionais competentes, experientes e apaixonados por esse nosso ofício tão
relevante. Nós temos um compromisso histórico: levar informação de qualidade
aos milhões de telespectadores do JN. Sempre. Agradeço muito à Globo por esta
oportunidade tão honrosa. Muito obrigada à direção de Jornalismo, pela confiança.
Minha gratidão e meu carinho especial ao Bonner, amigo da vida toda, meu
parceiro de trajetória. Obrigada, obrigada. Brilhe muito no Globo Repórter, ao
lado da nossa amiga querida e multitalentosa Sandra Annenberg. À Renata
Vasconcellos, parceira competente e incansável, dentro e fora da bancada, e ao
César Tralli, profissional exemplar, companheiro de longa data: que alegria ter
vocês ao meu lado nesta nova jornada. Vamos juntos!”, disse Cristiana.
Renata Vasconcellos também
exaltou a parceria das duas: “Cristiana Sousa Cruz, profissional comprometida,
que lidera há seis anos o JN como editora-chefe adjunta e agora assume a chefia
editorial, tem de mim um inabalável compromisso de trabalho e união. O
principal telejornal do país continua sua trajetória de excelência, honrando o
jornalismo profissional e sua maior missão: bem informar o telespectador”.
À frente do Globo Repórter,
Sandra Annenberg não esconde a alegria de passar a trabalhar ao lado de seu
grande amigo: “Estou muito feliz com a chegada do William ao Globo Repórter!
Somos amigos de longa data e voltaremos a trabalhar juntos. A vinda dele vai
acrescentar muito à equipe e, claro, ao programa. Vai ser maravilhoso
apresentar o Globo Repórter ao lado de um profissional com a história e a
importância do William Bonner”.
Roberto Kovalick, que vai
assumir a bancada do Jornal Hoje, lembra a sua relação histórica com o
telejornal: “Vou ter a oportunidade de colaborar com o jornal usando tudo que
aprendi ao longo da minha carreira de repórter, como correspondente durante 10 anos,
e também como apresentador e editor-chefe do H1. Tenho uma longa relação com o
JH e muito carinho pelo jornal. Algumas das reportagens que mais marcaram minha
vida de repórter foram ao ar no JH, como a primeira reportagem completa sobre o
tsunami no Japão em 2011. Foi um exemplo da essência do jornal: contamos a
história que estava acontecendo”, contou Kovalick, que apresenta o Hora 1 desde
2019.
Tiago Scheuer destaca a
responsabilidade de fazer o primeiro noticiário do dia a partir de novembro.
“Estou muito feliz em assumir mais este desafio, podendo dar bom dia aos
brasileiros e noticiar como todas as regiões estão amanhecendo. O Hora 1 sempre
foi um jornal vivo, dinâmico e que ajuda milhões de brasileiros a acordarem
sabendo as principais notícias do Brasil e do mundo. Saio com ou sem
guarda-chuva? A previsão do tempo vai te dizer. Será que meu time venceu?
Assunto pro esporte. Qual a principal notícia do dia? Também estaremos a postos
para informar. É uma grande responsabilidade, ao lado de uma equipe engajada,
dar o pontapé inicial nas notícias pelos quatro cantos do país. Não vejo a hora
de acordarmos juntos, e sempre muito bem-informados!”.
O diretor-geral de Jornalismo
da Globo, Ricardo Villela, reforça o respeito à relação de confiança com o
público no planejamento das mudanças: “Na Globo, mudanças dessa magnitude são
planejadas com um foco prioritário: nossa conexão com os brasileiros. Sabemos
que o hábito de se informar pelos telejornais da Globo é uma escolha
individual, tomada todos os dias, por nossos milhões de telespectadores. Essa
escolha tem tudo a ver com confiança, numa relação conquistada pela dedicação
de mais dos 4.500 jornalistas da Globo e afiliadas, e que encontra nos âncoras
a interface final com o público. É nesta última etapa, quando os apresentadores
levam as notícias aos brasileiros, que se materializa a conexão essencial entre
o jornalismo da Globo e o país. Por tudo isso, mudanças na apresentação dos
telejornais são tratadas com muita responsabilidade por aqui. É reconfortante
olhar para o time da Globo e encontrar os profissionais com o talento, a
experiência, o compromisso com os valores do jornalismo profissional e a
história de diálogo com o público essenciais a esse papel fundamental. Agradeço
a William Bonner, César Tralli, Roberto Kovalick e Tiago Scheuer por aceitarem
com entusiasmo a renovação do nosso compromisso nas novas posições. A Renata
Vasconcellos e Sandra Annenberg por acolherem os colegas César e William,
respectivamente. E a Cristiana Sousa Cruz por assumir a imensa responsabilidade
de liderar a partir de novembro o jornal de maior audiência do mundo
democrático”, disse Ricardo Villela.
Os próximos dois meses serão
dedicados às providências necessárias para as movimentações e à definição das
substituições na GloboNews. Até o dia 3 de novembro, todos seguem à frente de
seus respectivos telejornais.
Tribuna do Norte

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