O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva recebeu no final de agosto o presidente do Panamá, José Raúl Mulino,
em visita oficial ao Brasil. No encontro, no Palácio do Planalto, Lula disse
que a agenda marcava o recomeço de uma relação entre os países, com o
fortalecimento dos laços de cooperação e amizade entre duas nações
democráticas, multiculturais e ricas em biodiversidade.
“A Fiocruz vai ampliar a
capacidade panamenha de produção de vacinas e contribuir para o estabelecimento
de um polo farmacêutico regional”, disse Lula durante a visita de Mulino.
O memorando de entendimento
agora assinado pelo governo panamenho com a Fiocruz constitui uma consequência
direta desse encontro bilateral conduzido pelo presidente Lula.
“A assinatura deste documento
consolida o compromisso da Fiocruz com parcerias que favoreçam o fortalecimento
dos sistemas de saúde na América Latina e Caribe, promovendo a integração
científica, tecnológica e capacidade local de produção, iniciativa fundamental
para a soberania e segurança sanitária dos nossos países”, disse o presidente
da Fiocruz, Mario Moreira.
O CRIVB AIP é uma iniciativa
da Secretaria Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação do Panamá que visa
posicionar o país como um polo regional de inovação em saúde, com atuação em
pesquisa translacional, desenvolvimento clínico, produção local de imunobiológicos
e formação de profissionais.
A estrutura do centro inclui
uma planta de produção de vacinas, laboratórios de diagnóstico e
desenvolvimento de produtos, além de programas de capacitação e cooperação
regulatória.
“Esperamos avançar em projetos
de grande impacto para a saúde pública regional, reafirmando a nossa vocação de
instituições que trabalham pela ciência e pela equidade no acesso a vacinas e
biofármacos”, disse o vice-diretor de Inovação de Bio-Manguinhos/Fiocruz,
Ricardo de Godoi.
O desenvolvimento de parcerias
com o novo centro no Panamá tem como objetivo ampliar a presença estratégica da
Fiocruz na América Latina e reforçar a soberania da região. A localização
geográfica privilegiada do país, somada à sua infraestrutura logística robusta,
poderá permitir uma distribuição mais ágil de vacinas em toda a região,
fortalecendo o acesso equitativo e a rápida resposta a emergências de saúde.
Com informações da Agência
Fiocruz de Notícias
Tribuna do Norte

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