A notícia de fato (denúncia)
foi elaborada de forma conjunta pelo Sinmed/RN e pela Associação de Médicos do
Rio Grande do Norte (AMRN) e encaminhada ao MPT/RN no último dia 28 de agosto.
O documento aponta indícios de irregularidades nas relações de trabalho
estabelecidas pela Justiz Terceirização por meio da utilização indevida de
Sociedades em Conta de Participação (SCPs).
Segundo o documento, com o
sistema de SCPs, os trabalhadores são contratados de forma precária, ferindo a
legislação trabalhista. “Consta que a referida empresa se utiliza da
constituição de diversas SCPs, geralmente registradas em nome de ‘sócios ostensivos’,
que, na prática, atuam como meros prepostos da empresa principal, sem autonomia
real ou independência administrativa”, aponta a denúncia.
O documento cita,
especialmente, os contratos firmados para prestação de serviços médicos pela
empresa Justiz nas unidades vinculadas à Secretaria Estadual de Saúde Pública
(Sesap/RN). Segundo a denúncia, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) já foi
firmado pela Sesap/RN junto ao MPT/RN e ao Ministério Público do Rio Grande do
Norte (MPRN), e a pasta da saúde estadual se comprometeu a instaurar
procedimentos administrativos para identificar irregularidades nos contratos
celebrados entre o Estado e a Justiz.
Embora a mesma empresa também
seja alvo de denúncias do Sinmed/RN no recente contrato firmado com a
Prefeitura do Natal, o MPT/RN informou que não recebeu novas denúncias do
Sindicato sobre a prestação de serviços da empresa envolvendo o município.
Em relação à notícia de fato
envolvendo a contratação com a Sesap/RN, o MPT/RN esclarece que o documento já
aguarda uma apreciação prévia do caso pelo procurador do Trabalho Francisco
Marcelo Almeida Andrade. “Inicialmente, o procurador realiza uma apreciação
prévia do caso, ou seja, faz uma primeira análise dos fatos relatados. Se forem
observados indícios de conduta irregular, o procurador procede com a
instauração de um Inquérito Civil. Caso contrário, a denúncia é indeferida”.
Caso seja instaurado um
inquérito civil, o MPT/RN aponta que a parte denunciada será notificada para
apresentar as informações e documentos solicitados. “O procurador analisa as
provas e decide o trâmite do procedimento, podendo, eventualmente, propor a subscrição
de um Termo de Ajuste de Conduta ou ajuizar uma ação civil pública”.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário