Os três participam da apuração
das fraudes nos descontos de aposentados e pensionistas que podem somar R$ 6,3
bilhões.
Também foi convidado a prestar
esclarecimentos na CPMI o ex-AGU do governo Jair Bolsonaro, Bruno Bianco, que
também foi secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.
Ao justificar a convocação de
Bianco, a CPMI argumenta que ele “chancelava a legalidade de atos
administrativos, alterações legislativas, pertinentes à realização de descontos
associativos nos benefícios dos segurados”.
Também foram aprovados, por
acordo, outros cerca de 170 requerimentos para ouvir diversos envolvidos no
esquema, principalmente dirigentes de associações de aposentados e
pensionistas, e funcionários do INSS e empresários citados nas investigações.
O presidente da CPMI, senador
Carlos Vianna (Podemos-ES), elogiou o acordo para convocação e convite de
autoridades e investigados.
“É muito bom e prazeroso ver,
nos pedidos e requerimentos aqui, que tanto o governo, quanto a oposição,
concordam nas convocações. É uma demonstração clara do compromisso desta CPMI
em dar resposta ao povo brasileiro”, comemorou.
A senadora Eliziane Gama
(PSD-MA) ponderou a necessidade de priorizar quem deve ser ouvido diante de
tantos requerimentos aprovados.
“Acho que a gente precisa
organizar melhor essa questão das aprovações, sobretudo de convocados. Por
exemplo, nós temos 40 pessoas convocadas”, disse.
Carlos Vianna disse que as
convocações serão colocadas em uma lista de prioridades.
“Em momento algum, e eu tenho
certeza de que não é essa a fala de nenhum dos parlamentares aqui, nós
deixaremos de convocar quem quer que seja. Nós estamos convocando na medida em
que os nomes estão ligados à investigação”, explicou.
Também foi aprovado
requerimento para que o ministro do STF André Mendonça forneça a lista de
senadores e deputados federais implicados na Operação sem Desconto, da Polícia
Federal, que investiga o caso.
Oitivas
Nesta quinta-feira, a CPMI do
INSS prevê a oitiva de seis pessoas, entre sócios e familiares
de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e do empresário Maurício
Camisoti, apontados como os principais operadores do esquema de corrupção.
A decisão de convocar sócios e
familiares desses investigados foi tomada depois que Careca do INSS e Camisoti
não compareceram às sessões da CPMI amparado por habeas corpus do ministro
André Mendonça.
A CPMI ouve nesta manhã o
advogado Nelson Willians, dono de um dos mais caros escritórios de advocacia do
país e que se tornou conhecido por ostentar em suas redes sociais uma vida de
luxo.
Segundo o Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (Coaf), o escritório do advogado movimentou cerca de
R$ 4,3 bilhões em operações suspeitas, entre 2019 e 2024, e grande parte dessas
transações envolveram Maurício Camisotti, a quem teriam sido repassados ao
menos R$ 15,5 milhões.
Durante a oitiva, o advogado
Willians tem sustentado que não tem relação com o objeto da investigação, se
negando a responder algumas perguntas dos parlamentares.
Agência Brasil

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