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O Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) abriu, nesta quinta-feira (18) o
protocolo para que as empresas impactadas pelas medidas tarifárias impostas
pelo governo dos Estados Unidos possam solicitar o crédito do plano Brasil
Soberano.
Ao todo, estão disponíveis R$
40 bilhões em recursos: R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Garantidor de
Exportações (FGE) e R$ 10 bilhões do próprio BNDES. Os recursos poderão ser
utilizados para financiar capital de giro, investimentos em adaptação da atividade
produtiva, aquisição de máquinas e equipamentos e busca de novos mercados.
Para solicitar acesso ao
crédito, é necessário verificar a elegibilidade por meio do site oficial. Os
interessados devem se autenticar utilizando a plataforma GOV.BR, exclusivamente
por meio do certificado digital da empresa. Após a autenticação, o sistema
informará se a empresa é elegível e quais soluções do plano Brasil Soberano
podem ser acessadas.
A recomendação do BNDES é que
as empresas interessadas entrem em contato com o banco com o qual já mantêm
relacionamento. No caso de grandes empresas, também é possível realizar o
processo diretamente com o próprio BNDES.
“O BNDES vai socorrer todas as
empresas e a contrapartida é manter os empregos para a economia continuar
crescendo e o país não ser prejudicado por essas medidas autoritárias,
unilaterais e injustificadas. O governo do presidente Lula busca a negociação e
não vai deixar ninguém para trás, a exemplo do que fizemos com Rio Grande do
Sul, quando o BNDES entrou com R$ 29 bilhões e o estado se recuperou e viu a
economia crescer no ano passado, após o maior desastre natural da história”,
afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
Têm direito aos recursos do
FGE pessoas jurídicas de todos os portes, cujo faturamento com exportações aos
Estados Unidos — de bens impactados pelas tarifas adicionais e constantes da
tabela de produtos publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria,
Comércio e Serviços (MDIC) —, no período de julho de 2024 a junho de 2025,
represente 5% ou mais do faturamento bruto total no mesmo período.
As quatro linhas de crédito
disponíveis com os recursos do FGE são:
Capital de Giro: financiamento
de gastos operacionais gerais;
Giro Diversificação: apoio à
busca de novos mercados;
Bens de Capital: aquisição de
máquinas e equipamentos;
Investimentos: projetos de
inovação tecnológica, adaptação da atividade produtiva (produtos, serviços e
processos) e adensamento da cadeia produtiva.
Têm direito ao crédito com os
recursos do BNDES (R$ 10 bilhões), as empresas cujos produtos receberam
qualquer percentual de tarifa e com qualquer nível de impacto no faturamento
bruto. São duas linhas disponíveis:
Capital de Giro Emergencial:
financiamento de gastos operacionais gerais;
Capital de Giro
Diversificação: apoio à busca de novos mercados.
Tribuna do Norte

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