Entre os principais
articuladores do tema está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
(Republicanos), que voltou a se engajar nas negociações em Brasília. O líder do
PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pressiona o presidente da Casa, Hugo
Motta (Republicanos-PB), a pautar a proposta em regime de urgência. Motta, no
entanto, resiste em colocar o texto em votação.
No Senado, a barreira tende a
ser ainda maior. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AL), já se
posicionou contra a anistia e trabalha em alternativas para neutralizar a
investida dos aliados de Bolsonaro.
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Do lado governista, a ministra
de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), convocou ministros para
reforçar a articulação junto às bancadas. O objetivo é derrotar a proposta no
voto, caso ela chegue ao plenário, e encerrar a discussão antes da corrida
eleitoral de 2026.
Além da articulação contra a
anistia, o Planalto aposta em avançar com pautas consideradas prioritárias para
enfraquecer a narrativa da oposição. Entre elas, a proposta de isenção do
Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que deve ser votada ainda em
setembro.
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recorrer no Brasil e no exterior
Segundo o deputado Rogério
Correia (PT-MG), o movimento bolsonarista busca “criar instabilidade social,
econômica e política no Brasil”. Ele reforça que nem Hugo Motta nem Davi
Alcolumbre estariam dispostos a colocar o tema da anistia em marcha.
Enquanto isso, apoiadores do
ex-presidente intensificaram manifestações em Brasília, classificando como
“prisão política” a condenação imposta pelo STF.
MSN

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