segunda-feira, 15 de setembro de 2025

Condenação de Bolsonaro acirra disputa sobre anistia e governo reage no Congresso

A ofensiva da oposição em favor de um projeto de anistia para investigados e condenados pelos atos de 8 de Janeiro ganhou fôlego após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista. O movimento agora mira a Câmara dos Deputados, mas o governo já prepara uma contraofensiva para impedir que a proposta avance.

Entre os principais articuladores do tema está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que voltou a se engajar nas negociações em Brasília. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pressiona o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a proposta em regime de urgência. Motta, no entanto, resiste em colocar o texto em votação.

No Senado, a barreira tende a ser ainda maior. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AL), já se posicionou contra a anistia e trabalha em alternativas para neutralizar a investida dos aliados de Bolsonaro.

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Do lado governista, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), convocou ministros para reforçar a articulação junto às bancadas. O objetivo é derrotar a proposta no voto, caso ela chegue ao plenário, e encerrar a discussão antes da corrida eleitoral de 2026.

Além da articulação contra a anistia, o Planalto aposta em avançar com pautas consideradas prioritárias para enfraquecer a narrativa da oposição. Entre elas, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, que deve ser votada ainda em setembro.

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Segundo o deputado Rogério Correia (PT-MG), o movimento bolsonarista busca “criar instabilidade social, econômica e política no Brasil”. Ele reforça que nem Hugo Motta nem Davi Alcolumbre estariam dispostos a colocar o tema da anistia em marcha.

Enquanto isso, apoiadores do ex-presidente intensificaram manifestações em Brasília, classificando como “prisão política” a condenação imposta pelo STF.

MSN

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