O empresário foi preso pela Polícia Federal na última sexta-feira
(12) por suposta participação em um esquema nacional de descontos
associativos não autorizados em aposentadorias e pensões de segurados do INSS.
Em vídeo publicado nas
redes sociais, o presidente da CPMI relata ter conversado com Cleber Lopes,
advogado de defesa do Careca do INSS.
“Estamos em contato com a
defesa do suspeito e ele confirmou que deseja ir à CPMI para apresentar a
versão que tem de todo esse escândalo, de todos os fatos que estão sendo
divulgados. [...] Nós esperamos uma colaboração voluntária para que ele
exponha, com clareza, tudo aquilo que sabe em relação ao escândalo do INSS”,
declarou o senador Carlos Viana.
No sábado, o ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu facultar a ida à CPMI do INSS aos próprios investigados.
O empresário Maurício
Camisotti – preso na mesma operação que prendeu o Careca do INSS – tem
depoimento agendado na CPMI, para a manhã de quinta-feira (18).
Esquema de segurança
Com a manutenção da oitiva do
Careca do INSS nesta segunda-feira, o presidente da CPMI do INSS adiantou que
está sendo organizado um grande esquema de segurança para que o depoente
investigado seja conduzido sob escolta da Superintendência da PF, em Brasília,
até o Congresso Nacional, onde será entregue aos cuidados da polícia
legislativa para depor.
“Imediatamente, ele será
levado para a secretaria, na sala ao lado do plenário onde estamos realizando
as sessões da CPMI. Todo o esquema, inclusive, já estava previsto na decisão do
ministro [do STF] André Mendonça quando liberou a participação, ainda que
facultativa, mas acertando todas as responsabilidades”, esclareceu Carlos
Viana.
Ressarcimento
Na sexta-feira (12) o Ministério da Previdência Social informou que já restituiu cerca de R$ 1,29 bilhão a aposentados e pensionistas lesados pelo esquema de cobrança de mensalidades associativas descontadas ilegalmente dos benefícios previdenciários pagos pelo INSS.
Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário