quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Atividade industrial despenca e acende alerta no Legislativo

Deputados atribuem queda à falta de segurança jurídica e a políticas públicas equivocadas | Foto: JOÃO GILBERTO

O recuo da atividade industrial no Rio Grande do Norte foi comentada no plenário da Assembleia Legislativa, caso do deputado estadual José Dias (PL), que se referiu como “muito desalentadora, mas reflete uma situação do Estado”, a informação da TRIBUNA DO NORTE, de que produtividade da indústria caiu 18,5% entre janeiro e julho deste ano no comparativo com o mesmo período de 2024.

José Dias disse que “não debita na conta” da governadora Fátima Bezerra (PT) todos os problemas enfrentados pelo Rio Grande do Norte, mas “isso significa também uma falta de liderança muito gigantesca”.

Na avaliação de José Dias, “esse recuo na nossa produção industrial vai se acentuar”, embora ache que “isso reflete uma situação geral do país, uma situação dificílima que o Rio Grande do Norte, como o Nordeste, está pagando por votar mal”.

Para Dias, a crise do Estado reflete-se ainda na coluna “Cena Urbana” da TN, onde o jornalista Vicente Serejo já prevê que o vice-governador Walter Alves (MDB), assumindo o governo em abril do próximo ano, com a renúncia de Fátima Bezerra para disputar uma cadeira para o Senado Federal, “vai pegar o Estado numa situação de concordata”.

“Essas revelações nos trazem um verdadeiro pavor. Porque o Estado tem dinheiro para a governadora levar o forró a Paris (França), mas não tem para comprar tomógrafos para o Hospital Walfredo Gurgel”, afirmou Dias, na sessão ordinária da quarta-feira (17).

O deputado Luiz Eduardo já havia manifestado sua preocupação com a queda de 2,7% no número de turistas que chegam ao Rio Grande do Norte, pois a indústria turística “é uma das maiores riquezas do Estado, gera emprego, renda e oportunidades” para a população.

“Isso quer dizer retração no mercado do turismo no Rio Grande do Norte, vai diminuir a arrecadação de impostos e vai diminuir os empregos causando grandes problemas no Rio Grande do Norte, principalmente no ponto de vista social”, alertou.

Quanto a retração de 18,5% da atividade da indústria, Luiz Eduardo disse que é um reflexo de uma “política pública de desenvolvimento equivocada” do governo do Estado, em função da “falta de segurança jurídica e de um bom ambiente de negócios”, como entende já está “respingando no Rio Grande do Norte a política econômica equivocada do governo federal”.

Saúde Pública

Outro deputado a comentar a crise da saúde pública, Nelter Queiroz (PSDB) lamentou o desabafo do médico Gustavo Santos nas redes sociais, que durante plantão no HWG, denunciou não ter mínimas condições de atender pacientes por faltarem tomógrafo, maqueiros e exames básicos.

“Faço um apelo à governadora Fátima Bezerra para que olhe com sensibilidade para situações como essa. O povo está sofrendo, morrendo à míngua, e a saúde pública do nosso Estado não pode continuar nesse abandono”, disse.

Mesma cobrança fez o deputado estadual Luiz Eduardo, em relação as dificuldades do Hospital Walfredo Gurgel: “Lá tem faltado insumos, materiais hospitalares, cirúrgicos e há tomógrafos queimados, com problemas que precisam ser restabelecidos”.

A deputada Cristiane Dantas disse que relato do médico nas redes sociais “desmente a narrativa” do secretário estadual de Saúde Pública, Alexandre Motta, “sobre a inexistência de caos na manutenção dos serviços de saúde no maior pronto-socorro do Estado.

“Protocolei requerimento exigindo respostas urgentes do governo, não se trata de disputa política, mas de vidas em riscos todos os dias na maior emergência do Rio Grande do Norte”, avisou a deputada.

O secretário Alexandre Motta havia comentado na audiência pública da quarta-feira (10) sobre a crise nos hospitais, que o abastecimento de insumos Walfredo Gurgel já estava sendo atendido em 85% e que dificuldade era por volta de 15% dos seus insumos, mas estavam sendo abastecidos “porque houve uma recomposição da confiabilidade dos fornecedores”.

Na mesma ocasião, Motta jogou parte da da resolução dos problemas financeiros para os deputados na elaboração do orçamento do Estado, cuja proposta para 2026 o Executivo, enviou no começo da semana à discussão da Assembleia Legislativa.

“Não estamos fugindo dos problemas que a gente tem na mesa, mas acho que a Assembleia pode dar uma contribuição muito grande para o orçamento do ano que vem”, dizia Motta.

Tribuna do Norte

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