O recuo da atividade
industrial no Rio Grande do Norte foi comentada no plenário da Assembleia
Legislativa, caso do deputado estadual José Dias (PL), que se referiu como
“muito desalentadora, mas reflete uma situação do Estado”, a informação da
TRIBUNA DO NORTE, de que produtividade da indústria caiu 18,5% entre janeiro e
julho deste ano no comparativo com o mesmo período de 2024.
José Dias disse que “não
debita na conta” da governadora Fátima Bezerra (PT) todos os problemas
enfrentados pelo Rio Grande do Norte, mas “isso significa também uma falta de
liderança muito gigantesca”.
Na avaliação de José Dias, “esse recuo na nossa produção industrial vai se
acentuar”, embora ache que “isso reflete uma situação geral do país, uma
situação dificílima que o Rio Grande do Norte, como o Nordeste, está pagando
por votar mal”.
Para Dias, a crise do Estado reflete-se ainda na coluna “Cena Urbana” da TN,
onde o jornalista Vicente Serejo já prevê que o vice-governador Walter Alves
(MDB), assumindo o governo em abril do próximo ano, com a renúncia de Fátima
Bezerra para disputar uma cadeira para o Senado Federal, “vai pegar o Estado
numa situação de concordata”.
“Essas revelações nos trazem um verdadeiro pavor. Porque o Estado tem dinheiro
para a governadora levar o forró a Paris (França), mas não tem para comprar
tomógrafos para o Hospital Walfredo Gurgel”, afirmou Dias, na sessão ordinária
da quarta-feira (17).
O deputado Luiz Eduardo já havia manifestado sua preocupação com a queda de 2,7% no número de turistas que chegam ao Rio Grande do Norte, pois a indústria turística “é uma das maiores riquezas do Estado, gera emprego, renda e oportunidades” para a população.
“Isso quer dizer retração no mercado do turismo no Rio Grande do Norte, vai
diminuir a arrecadação de impostos e vai diminuir os empregos causando grandes
problemas no Rio Grande do Norte, principalmente no ponto de vista social”,
alertou.
Quanto a retração de 18,5% da atividade da indústria, Luiz Eduardo disse que é
um reflexo de uma “política pública de desenvolvimento equivocada” do governo
do Estado, em função da “falta de segurança jurídica e de um bom ambiente de
negócios”, como entende já está “respingando no Rio Grande do Norte a política
econômica equivocada do governo federal”.
Saúde Pública
Outro deputado a comentar a crise da saúde pública, Nelter Queiroz (PSDB)
lamentou o desabafo do médico Gustavo Santos nas redes sociais, que durante
plantão no HWG, denunciou não ter mínimas condições de atender pacientes por
faltarem tomógrafo, maqueiros e exames básicos.
“Faço um apelo à governadora Fátima Bezerra para que olhe com sensibilidade
para situações como essa. O povo está sofrendo, morrendo à míngua, e a saúde
pública do nosso Estado não pode continuar nesse abandono”, disse.
Mesma cobrança fez o deputado estadual Luiz Eduardo, em relação as dificuldades
do Hospital Walfredo Gurgel: “Lá tem faltado insumos, materiais hospitalares,
cirúrgicos e há tomógrafos queimados, com problemas que precisam ser
restabelecidos”.
A deputada Cristiane Dantas disse que relato do médico nas redes sociais
“desmente a narrativa” do secretário estadual de Saúde Pública, Alexandre
Motta, “sobre a inexistência de caos na manutenção dos serviços de saúde no
maior pronto-socorro do Estado.
“Protocolei requerimento exigindo respostas urgentes do governo, não se trata
de disputa política, mas de vidas em riscos todos os dias na maior emergência
do Rio Grande do Norte”, avisou a deputada.
O secretário Alexandre Motta havia comentado na audiência pública da
quarta-feira (10) sobre a crise nos hospitais, que o abastecimento de insumos
Walfredo Gurgel já estava sendo atendido em 85% e que dificuldade era por volta
de 15% dos seus insumos, mas estavam sendo abastecidos “porque houve uma
recomposição da confiabilidade dos fornecedores”.
Na mesma ocasião, Motta jogou parte da da resolução dos problemas financeiros
para os deputados na elaboração do orçamento do Estado, cuja proposta para 2026
o Executivo, enviou no começo da semana à discussão da Assembleia Legislativa.
“Não estamos fugindo dos problemas que a gente tem na mesa, mas acho que a
Assembleia pode dar uma contribuição muito grande para o orçamento do ano que
vem”, dizia Motta.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário