Os dados são do boletim de
Geração Distribuída da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado
(Sedec-RN) e mostram que Natal, Mossoró e Parnamirim seguem na liderança
estadual em termos de potência instalada. O presidente da Aper avalia que, além
da maturidade por parte dos consumidores, os preços referentes aos custos da
energia solar são um atrativo à parte. “O cliente está mais seguro no sentido
de entender que o fato de ele poder gerar a própria energia é um grande
negócio”, diz Oliveira.
“Esse cliente também compreende que está diminuindo os custos de variadas
operações, seja em uma empresa, na indústria e na própria residência. Sem falar
que os preços do setor continuam muito convidativos”, analisa em seguida.
Williman Oliveira cita, contudo, que o setor ainda tem desafios a vencer para
garantir maior expansão no Rio Grande do Norte. “A estrutura, de um modo geral,
precisa melhorar, com linhas de transmissão interna, qualificação de
transformadores para problemas como fluxo reverso, bem como uma melhor atenção
para o interior do estado”, pontua o presidente da Aper.
Hugo Fonseca, secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do RN, avalia que
há bons incentivos no setor, mas ainda assim reconhece que existem desafios.
“Temos incentivos vinculados à compra de equipamentos com a desagregação de
ICMS e ações direcionadas ao mapeamento dos setores industriais do Estado para
a promoção da transição energética. Isso é importantíssimo, porque estimula a
utilização de fontes renováveis em um movimento que faz parte da chamada
transição energética. Nesse sentido, temos a nova lei da Indústria do Estado,
que é um incentivo para que nós tenhamos produtos com menor redução de pegada
de carbono”, frisa o adjunto.
Ainda sobre os desafios, Hugo Fonseca menciona as instabilidades acerca da
sustentabilidade da geração distribuída no setor elétrico e a necessidade
discussão da nova política energética brasileira, dentre outros pontos. “Também
temos que melhorar o desenvolvimento de tecnologias que deem melhor
previsibilidade ao Operador Nacional do Sistema”, pontuou.
Natal soma 9.992 kW de
potência instalada
A capital potiguar é o município que lidera em potência instalada no Rio Grande
do Norte, com 9.992 kW no segundo trimestre deste ano. Em seguida vem Mossoró
(7.366 kW), Parnamirim (5.008 kW), Currais Novos (2.975 kW) e Caicó (2.219).
Natal e Mossoró, totalizam, em conjunto, 17 MW de potência instalada,
consolidando-se à frente dos demais municípios, com predominância da geração
residencial na capital, onde praticamente 75% da capacidade instalada está
nesse segmento.
Já em Currais Novos, a predominância é o setor comercial, com 72% da capacidade
instalada. Em termos de instalação de sistemas, os destaques do segundo
trimestre do ano são os seguintes: Natal (1.280 sistemas), Mossoró (1.121),
Parnamirim (685), Caicó (262) e São Gonçalo do Amarante (239 sistemas
instalados). Segundo o levantamento, a geração distribuída esteve presente em
163 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte.
Todos os sistemas de geração distribuída instalados no RN no 2° trimestre deste
ano são provenientes de fonte solar. O estado foi responsável pela implantação
de 3,99% de todos os sistemas instalados no país, o que corresponde a 3,25% da
potência total instalada. No panorama do primeiro semestre, o boletim apresenta
que foram instalados 17.585 novos sistemas, totalizando 139,03 MW de potência
adicionada, representando um crescimento de 26% em relação ao mesmo período de
2024. Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 103.516 sistemas conectados,
com 931,69MW de capacidade instalada.
Tribuna do Norte

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