Por ser um líquido oleoso que
tem entre suas propriedades a absorção de calor e até efeitos bactericidas,
a PCB foi amplamente utilizada na constituição de equipamentos, como
transmissores de energia. Com o avanço da ciência, ficou comprovado que o seu
uso não é seguro.
Neste Dia Nacional de Combate
à Poluição (14), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)
anunciou investimento de R$ 30 milhões em apoio financeiro para eliminação
segura de equipamentos contaminados. Os recursos vão financiar o serviço
de empresas licenciadas para tratar e dar a destinação adequada à substância.
Segundo a diretora de
Qualidade Ambiental do MMA, Thaiane Resende, as bifenilas policloradas são
altamente tóxicas e classificadas como Poluente Orgânico Persistente (POP). Por
essa razão, foram banidas mundialmente pela Convenção de Estocolmo.
“Elas representam uma ameaça
ao meio ambiente e à saúde humana, podendo causar doenças como câncer,
problemas neurológicos, distúrbios hormonais e má-formação fetal”, alerta
Thaiane Resende.
Além de ser signatário da
Convenção de Estocolmo, que é um tratado internacional para proteger a saúde
humana e o meio ambiente de substâncias químicas prejudiciais, o Brasil também
tem legislação que estabelece prazos e obrigações para a
eliminação da bifenila policlorada.
Destinação
Thaiane Resende explica
que a dificuldade está na destinação dos equipamentos contaminados, que
podem estar em empresas e instituições do setor elétrico, da indústria, do
comércio e até do setor público.
“Segundo o relatório de
detentores do Inventário Nacional de PCB (Sinir/PCB), em julho de 2025, o
Brasil ainda tem mais de 500 mil toneladas de material contaminado com PCBs
para destinar”, diz a diretora.
Os dados são referentes
à fase de identificação da contaminação, que pela Convenção de Estocolmo
deveria ser realizada até novembro de 2024. O prazo para a eliminação da
substância de maneira ambientalmente adequada vai até 2028.
Para auxiliar gestores e
empresários a identificar e dar a destinação correta aos equipamentos
contaminados, o MMA criou o Projeto PCB Responsável, que disponibiliza na
internet todas as informações necessárias de como proceder após identificar a
presença da substância.
“Dentro dessa página estão
listadas as empresas de destinação licenciadas e parceiras do projeto que podem
realizar a eliminação adequada de equipamentos e resíduos contaminados com
PCBs”, explica a gestora.
Apoio financeiro
Após a identificação e o
cadastramento no Inventário
Nacional de PCB, as empresas e instituições que tenham equipamentos
contaminados devem entrar em contato diretamente com uma das empresas destinadoras de PCBs licenciadas e
preparar a documentação necessária.
De acordo com o MMA, serão
pagos de R$ 1,2 mil a R$ 3,2 mil por tonelada de material contaminado, conforme
a região de tratamento e coleta dos equipamentos. “Assim, a empresa mantém a
conformidade legal, evitando penalidades e fortalecendo sua responsabilidade
socioambiental”, conclui Thaiane Resende.
Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário