De acordo com o corretor de
imóveis e gestor do empreendimento, Welson Santos, a iniciativa está em fase de
reserva de espaços e adaptação do projeto arquitetônico, assinado pela
arquiteta Natália Bocayuva. A previsão dele é que as obras comecem em outubro.
“Já estamos em contato com lojistas que se cadastraram no nosso site e alguns
já sinalizaram reservas. O projeto prevê dois pavimentos e cerca de 80 lojas e
quiosques”, disse.
O espaço terá como diferencial
a criação de uma alameda que vai ligar a Avenida Rio Branco à Rua Princesa
Isabel, formando um corredor central onde ficarão os quiosques e a praça de
alimentação. As lojas ficarão distribuídas nas laterais, em uma proposta que,
segundo os idealizadores, pretende valorizar a experiência de circulação do
público.
Outro ponto considerado
estratégico é a questão do estacionamento. Apesar da dificuldade tradicional do
Centro. Welson garante que a região é uma das mais bem servidas nesse aspecto.
“O edifício já está cercado por estacionamentos privados, além de um com o qual
estamos negociando para atender aos lojistas e clientes. Isso nos dá uma
vantagem em relação a outros imóveis da área”, explicou Santos.
O empreendimento terá um mix
variado, indo de lojas de vestuário e alimentação até serviços de saúde. A
ideia é reservar espaço para uma clínica, semelhante ao modelo encontrado em
shoppings maiores da cidade. Além de restaurantes e estabelecimentos de menor
porte.
Para a Associação Viva o
Centro, que acompanha os investimentos na região, o novo shopping deve
representar um reforço importante para o comércio local. O presidente da
entidade, Rodrigo Vasconcelos, destacou a relevância do projeto para o processo
de revitalização da Cidade Alta. “A expectativa é enorme. Será um ambiente
privado, com ar-condicionado, praça de alimentação e localização privilegiada,
ao lado de bancos e pontos de ônibus. Isso deve impulsionar as vendas e atrair
mais consumidores”, afirmou.
A associação, contudo,
esclarece que não tem participação direta na escolha ou negociação com os
lojistas, limitando-se a apoiar a iniciativa. “Eles conversam com a gente, mas
a tratativa com os lojistas é deles. Nosso papel é dar apoio para que o negócio
se viabilize”, completou Vasconcelos.
Revitalização do Centro
A chegada do Alameda Rio
Branco acontece em meio a diferentes movimentos de reocupação da região central
de Natal. A área, que nos últimos anos sofreu com esvaziamento comercial e
problemas de segurança, vem recebendo projetos de recuperação e retrofit –
processo de modernização e atualização de edifícios ou logradouros antigos –
por parte do poder público. Além disso, o entorno, especialmente o bairro de
Petrópolis, registra lançamentos imobiliários que aumentam o potencial de
consumo.
Welson Santos ressalta que
esses fatores pesaram na decisão dos investidores de avançar com o projeto,
mesmo após momentos de incerteza. Em 2023, a iniciativa quase foi paralisada
devido à insegurança relatada no Centro. “Apesar das dificuldades, acreditamos
que haverá um impulso muito grande com esse projeto. Queremos entregar algo
diferenciado, que ofereça infraestrutura de shopping, e não apenas de galeria”,
disse.
Com mais de 80 lojistas
cadastrados e uma proposta que une serviços, lazer e conveniência, o Shopping
Alameda Rio Branco busca se consolidar como peça-chave na retomada econômica da
Cidade Alta, conciliando tradição e modernidade em um dos endereços mais
emblemáticos de Natal.
Tribuna do Norte

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