O pedido foi encaminhado ao
ministro Gilmar Mendes, que foi relator de decisões anteriores que garantiram a
permanência do presidente no comando da confederação.
Mais cedo, o desembargador do
Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) Gabriel de Oliveira Zefiro determinou
o afastamento e indicou Fernando Sarney, um dos vice-presidentes da CBF e que
pediu à Justiça o afastamento de Rodrigues, para atuar como interventor da
entidade.
Na decisão, o magistrado levou
em consideração a denúncia de falsificação da assinatura de Antônio Carlos
Nunes de Lima, ex-vice-presidente da entidade, no acordo homologado pelo STF
para encerrar a briga judicial pelo comando da confederação.
“Declaro nulo o acordo firmado
entre as partes, homologado outrora pela Corte Superior, em razão da
incapacidade mental e de possível falsificação da assinatura de um dos
signatários, Antônio Carlos Nunes de Lima, conhecido por Coronel Nunes",
decidiu o desembargador.
Na semana passada, apesar de
manter Ednaldo no cargo e negar o pedido de afastamento feito por Fernando
Sarney, Gilmar Mendes determinou que a Justiça do Rio de Janeiro
investigasse a suposta assinatura falsa que teria baseado o acordo homologado.
Acordo
Em fevereiro deste ano, Gilmar
Mendes, relator do caso, homologou um acordo firmado entre a CBF, cinco
dirigentes da entidade e a Federação Mineira de Futebol (FMF) para encerrar a
disputa judicial contra a eleição de Ednaldo Rodrigues para presidência da
entidade máxima do futebol brasileiro.
Em dezembro de 2023, o Tribunal
de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) decidiu retirar Ednaldo Rodrigues do cargo.
Na ocasião, a 21ª Câmara de Direito Privado extinguiu a Ação Civil Pública
movida pelo Ministério Público (MP) contra eleições que teriam sido realizadas
irregularmente pela CBF em 2017.
Diante do processo, a entidade
máxima do futebol brasileiro aceitou assinar em 2022 um Termo de Ajustamento de
Conduta (TAC), que, entre outras coisas, estabeleceu a realização de uma nova
eleição, da qual Ednaldo Rodrigues saiu vencedor.
A decisão de retirar
Ednaldo Rodrigues da CBF foi tomada atendendo a um pedido de
ex-vice-presidentes da entidade que perderam seus cargos no âmbito do TAC de
2022.
Para o TJ-RJ, o TAC assinado
entre o MP e a CBF foi ilegal.
Após a decisão do tribunal, Gilmar
Mendes concedeu a liminar para manter Ednaldo Rodrigues no cargo.
Agência Brasil

Nenhum comentário:
Postar um comentário