A expectativa é que o convênio
entre a operadora da Usina Hidrelétrica de Itaipu, localizada na fronteira
entre o Brasil e o Paraguai, e a Federação das Santas Casas e Hospitais
Filantrópicos do Paraná (Femipa) beneficie ao menos 80 estabelecimentos sem fins
lucrativos associados à federação.
“Serão quatro usinas
fotovoltaicas e mais 29 usinas pequenas [instaladas] em cada um dos hospitais”,
disse o presidente da Femipa, Charles London, durante a cerimônia de
formalização do convênio – que já tinha sido detalhado no início de fevereiro
deste ano -, em Londrina (PR).
Segundo a Itaipu Binacional, a
instalação das usinas fotovoltaicas, capazes de converter energia solar em
eletricidade, permitirá aos estabelecimentos de saúde beneficiados economizar,
em conjunto, cerca de R$ 12 milhões anuais com contas de luz. Quantia que eles
poderão investir em melhorias no atendimento à população, como a contratação de
profissionais de saúde e compra de insumos, afirmou o diretor-geral da
companhia, Enio Verri.
“Esses hospitais passam a
contar com sua própria energia, uma energia limpa e barata. E, com isso,
conseguem melhorar a qualidade de vida da população”, observou Verri,
enfatizando que a economia energética beneficiará toda a rede geradora e
distribuidora.
Capacidade
A expectativa é que, quando
estiverem funcionando, as 33 usinas fotovoltaicas gerem o equivalente a
18 megawattz, o que, segundo a Itaipu, é o suficiente para abastecer uma
cidade de 60 mil habitantes.
Para exemplificar o alcance da
iniciativa, Itaipu e Femipa citaram o caso da Santa Casa de Londrina, uma das
92 instituições associadas à federação e um dos 80 estabelecimentos de saúde
contemplados com a medida.
Constituída por um complexo de
dois hospitais, a Santa Casa de Londrina paga, mensalmente, cerca de R$ 350 mil
de conta de energia elétrica. Valor que, segundo a Itaipu, deverá baixar para
cerca de R$ 230 mensais a partir da instalação dos painéis solares.
“As entidades vivem momentos
de dificuldade e toda ajuda é muito bem-vinda. Deixando de pagar energia,
sobram recursos para investimentos em outras áreas, tanto internas quanto
financeiras. Isso nos ajuda a sair do caos atual”, acrescentou o diretor-geral
da Santa Casa de Paranavaí e vice-presidente da Femipa, Héracles Alencar
Arrais.
Economia
Presente ao evento dessa
segunda-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não descartou a
possibilidade de iniciativas semelhantes serem replicadas em outras unidades
federativas além do Paraná.
“Nosso apoio a esta ação é
exatamente por isso. Ao economizar energia, o recurso [financeiro] vira mais
atendimento, reduzindo o tempo de espera [dos cidadãos] por atendimento médico
especializado [...] Estamos vendo aqui uma ação que envolve parceiros de outros
setores, como a Itaipu, esta grande empresa do Brasil, para reforçar ações da
área da saúde. Estamos indo atrás de outras parcerias possíveis para reduzir
custos para as santas casas”, afirmou o ministro.
Atualmente, os hospitais
filantrópicos respondem por mais de 50% de todo o atendimento do Sistema Único
de Saúde (SUS) no Paraná e mais de 70% da chamada alta complexidade, como
traumas, cardiologia, oncologia e transplantes. Na média, 60% dos atendimentos
prestados pelas 92 instituições associadas à Femipa são ofertados por meio de
convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), mas há, entre elas, aquelas em que
este percentual supera os 70%.
O convênio entre Itaipu e
Femipa contemplará hospitais do grupo tarifário A e B (baixa e média tensão).
Vinte e nove dessas unidades serão atendidas por usinas pequenas e terão
painéis solares instalados em telhados ou coberturas de estacionamentos. Para
esses hospitais, a previsão de início das obras é agora em abril. Nos outros
quatro, atendidos por usinas fotovoltaicas, o início das obras está previsto
para junho.
Agência Brasil

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