“Nesse momento, não temos muito a dizer sobre o conclave, temos o que falar sobre o papa Francisco. O conclave está nas mãos de Deus. Certamente, o Espírito Santo irá conduzir os cardeais eleitores que nos ajudará a tomar a decisão que for a que Deus quer para a igreja”, disse ele.
Com a morte do Santo Padre, um
novo papa será escolhido a partir de um conclave, o processo de eleição do
próximo pontífice, que ainda será definido. “Há sempre especulações sobre quem
será o futuro papa. Mas, primeiramente, é preciso respeitar esse momento em que
nós vamos estar ainda em oração pelo papa Francisco que acaba de falecer.”
Ele estará em Roma para
acompanhar o funeral e o sepultamento do papa Francisco, que será no sábado,
26, conforme divulgou o Vaticano nesta terça-feira, 22.
“Além disso, devemos aguardar
a respeito do conclave. Naturalmente, um período em que os cardeais de todo o
mundo vão se dirigir à Roma. Espero estar o quanto antes lá para participar dos
rituais do papa Francisco e permanecer, em Roma, para o conclave, uma vez que
também há reuniões que antecedem o próprio conclave”, afirmou o cardeal da
Bahia.
O cardeal e arcebispo da
Arquidiocese de São Salvador da Bahia destacou a simplicidade do papa
Francisco. “Sempre interpelando a igreja, a humanidade, comovendo. Lembre-se
que a própria escolha do nome Francisco já expressava essa simplicidade”,
disse.
Nomeado cardeal pelo papa
Francisco
Hoje com 65 anos, o cardeal
nasceu em Dobrada, em São Paulo. Em 2011, foi nomeado arcebispo metropolitano
de Brasília. Durante essa gestão, foi nomeado cardeal pelo papa Francisco em 19
de novembro de 2016.
Além disso, presidiu a
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de 2015 a 2019.
Em 2020, foi nomeado como
arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, título honorífico atribuído ao
arcebispo de São Salvador da Bahia, que é a diocese mais antiga do País.
Reconhecendo sua contribuição
à capital baiana, a Câmara Municipal de Salvador concedeu-lhe o Título de
Cidadão Soteropolitano em 25 de maio de 2023, e agora, em 25 de março deste
ano, o cardeal recebeu da Assembleia Legislativa da Bahia o Título de Cidadão
Baiano, de acordo com a Arquidiocese de São Salvador da Bahia.
Cardeais que elegerão o papa
Tradicionalmente, a Itália é o
País com mais eleitores no conclave – são 17 nesta edição. É seguida dos
Estados Unidos (10) e o Brasil vem em terceiro, com 7: Odilo Pedro Scherer (São
Paulo), João Braz de Aviz (emérito de Brasília), Orani João Tempesta (Rio de
Janeiro), Paulo Cezar Costa (Brasília), Leonardo Ulrich Steiner (Manaus), Jaime
Spengler (Porto Alegre) e Sérgio da Rocha (Salvador), que tem aparecido em
listas de papáveis.
O cardeal Raymundo Damasceno
Assis, arcebispo emérito da Arquidiocese de Aparecida (SP), não pode votar por
ter 88 anos – só cardeais com até 80 anos têm esse direito, embora qualquer
cardeal, de qualquer idade, possa ser votado.
Estadão Conteúdo

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