De acordo com Dina Pérez, diretora-geral do Procon Natal, diversos fatores
explicam essa escalada nos preços. “Na verdade, a questão do aumento se deve
mais à questão dos tributos, à inflação, ao preço do combustível, ao dólar.
Tudo isso na cadeia da relação de consumo recai nos produtos alimentícios que a
gente compra no supermercado”, afirma. A elevação no período de 12 meses nos
comparativos de março de 2024 com 2025 foi de R$ 21,25.
A pesquisa, realizada em
atacarejos, supermercados de bairro e grandes redes como hipermercados, mostra
que mais da metade dos itens da cesta básica (52,5%) apresentaram aumento de
preço em relação ao mês anterior. Dos 40 produtos monitorados, 21 ficaram mais
caros. A análise levou em conta estabelecimentos distribuídos pelas quatro
regiões da capital potiguar. Entre os segmentos da cesta, a categoria de
hortifrúti foi a única a registrar queda.
Segundo Dina, esse recuo está relacionado à sazonalidade. “Acredito que é mais
uma questão de safra. Por exemplo, alguns tiveram uma oferta maior, o que
naturalmente diminui o preço. Mas com certeza em alguns produtos houve aumento
também”, explica. A com redução média de 3,04% no hortifrúti foram puxados por
produtos como tomate (queda de R$ 1,19/kg), cebola (R$ 2,75/kg) e chuchu (R$
1,66/kg).
Já os demais grupos apresentaram altas, como o setor de açougue que subiu
1,82%, higiene e limpeza 3,07%, e mercearia 1,17%. Itens como o feijão-carioca
(1,97%), café torrado (17,84%) e óleo de soja (0,82%) seguem em trajetória
ascendente desde o início do ano, contribuindo para a elevação do valor total
da cesta.
Outro destaque do levantamento está na variação de preços conforme o tipo de
estabelecimento. Os hipermercados continuam sendo os locais com os valores mais
elevados, cobrando, em média, 9,09% a mais do que os supermercados de bairro.
Já os atacarejos oferecem os preços mais baixos, com uma diferença de até
15,36% em relação aos hipermercados. A escolha do local de compra pode
significar uma economia de até R$ 64,77 no fim do mês.
Essa diferença também aparece entre as regiões da cidade. A zona Norte
apresentou o menor custo médio, com R$ 443,62, seguida pela Oeste (R$ 443,69),
Leste (R$ 446,28) e Sul, que teve o maior preço registrado, R$ 465,13. A
disparidade entre a região mais barata e a mais cara chega a R$ 21,67.
Para essas diferenças entre regiões da mesma cidade, a diretora-geral do Procon
destaca que fatores como o custo do aluguel, tributos locais e a estrutura dos
estabelecimentos influenciam diretamente na composição dos preços. “A região
Norte, com certeza, os aluguéis ou o IPTU são muito mais baratos do que na
região Sul. Isso também, com certeza, é levado em consideração na hora da
cobrança dos alimentos”, explica Dina.
Diante desse cenário, o Procon orienta a população a pesquisar e planejar as
compras com atenção. A recomendação é comparar preços entre diferentes
estabelecimentos, aproveitar promoções em dias específicos e utilizar os dados
da pesquisa mensal para tomar decisões mais conscientes. Caso o consumidor
observe algum indício de abusividade, deverá acionar o Procon pelo
e-mail procon.natal@natal.gov.br, ou presencialmente na sede do órgão,
localizada na Rua Ulisses Caldas, 181, bairro Cidade Alta.
Tribuna do Norte

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